2. Design Social e Inovação

Design social

Design social é a metodologia através da qual se desenha um processo que contribui para a melhoria e o aperfeiçoamento do bem-estar humano e da vida em geral

Design social tem muitas definições e a expressão é usada em contextos muitos diferentes em todo o mundo. Uma das definições utilizada restringe o seu significado apenas ao mundo tradicional do design.

Para nós, seu significado vai além do design. De forma bem simples, design social é a metodologia através da qual se desenha um processo que contribui para a melhoria e o aperfeiçoamento do bem-estar humano e da vida em geral, o que pode incluir o design tradicional de objetos.

Designers sociais são profissionais criativos, não necessariamente designers stricto sensu, que são capazes de provocar mudanças significativas no mundo social real, através de bom design, num sentido mais amplo. Segundo Victor Margolin, a competência do designer social é “conceber e dar forma sobre produtos materiais e imateriais que podem resolver problemas sociais … e contribuir para o bem-estar social.”

Não se trata de trabalho voluntário, mas deve ser visto como uma contribuição profissional que toma parte no desenvolvimento econômico

Design social não é uma atividade que deveria ser entendida com conotações de caridade, doações de auxilio, ajudas humanitárias, etc. Não se trata de trabalho voluntário, mas deve ser visto como uma contribuição profissional que toma parte no desenvolvimento econômico.  Por essa razão, UrbsNova não é uma associação ou fundação, mas um empresa de design social.

Portanto, design social não se restringe a objetos e suas formas, mas se estende a eventos, processos e projetos de longa duração. E estes são os serviços que UrbsNova desenvolve para seus clientes.

O design social não só não deve ficar restrito ao âmbito dos designers de objetos, mas é essencial que seja um trabalho multidisciplinar. Os desafios sociais concretos que temos que enfrentar exigem diferentes capacidades profissionais e intelectuais. Essas capacidades devem encontrar um ambiente onde possam receber informações, dialogar, colaborar e encontrar soluções que harmonizem as diferentes perspectivas em um único serviço coerente.

Por isso trabalhamos em parceria com designers, mas também com arquitetos, historiadores, artistas visuais, produtores de conteúdo, sociólogos, empresas de turismo, antropólogos, produtores de eventos, web designers, fotógrafos, atores e urbanistas.

Cultura da participação
Mas não só o trabalho na criação de nossos serviços deve envolver a participação de diferentes profissionais, mas é essencial a participação das pessoas em geral e das comunidades, em particular. Todo serviço a nossos clientes inclui o envolvimento da comunidade do entorno, que tem sua própria visão da realidade, muitas vezes crítica, que precisa ser ouvida. Por isso a necessidade de profissionais como sociólogos e antropólogos.

Preferimos essa abordagem de baixo para cima (botton-up), que a tradicional abordagem de cima para baixo (top-down), que caracterizam os serviços de consultoria para a administração pública, onde as pessoas diretamente não são ouvidas, ou apenas se faz um simulacro de verdadeira participação. O ser humano, seu ponto de vista, suas necessidades e desejos estão no centro da nossa metodologia.

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Encontro de artistas e empreendedores de economia criativa, que participam de forma direta no design social do nosso Projeto Distrito Criativo de Porto Alegre (2013- ).

Tradição & História
Isso exige um grande esforço para pesquisar todos os dados relativos ao evento ou projeto a ser desenvolvido, não apenas a situação atual que encontramos, mas também o passado, que está memória das pessoas ou nos registros históricos. Com isso, conseguimos um resultado muito mais rico de significados, que a mera modernização cosmética para fins puramente de marketing. A dimensão histórica é uma característica fundamental da nossa metodologia.

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Sr. Aldo Rossato, antigo morador do bairro Floresta, falecido em 2015, com 84 anos, que contribuiu muito no Projeto Distrito Criativo de Porto Alegre (2013- ).

 

 

10-Col. Dr. João Pinto Ribeiro Netto, anos 20-30, autor desconhecido MPOA
Pesquisa de fotos antigas para o evento 100 Anos do Monumento a Julio de Castilhos (2013).

Design social pode às vezes implicar o uso de tecnologias sociais, mas apenas quando realmente for necessário e aportar um avanço significativo ao projeto. Não devemos tratar as  inovações tecnológicas como um fetiche, com valor por si mesmo.

Por outro lado, as inovações tecnológicas foram de certa maneira experiências de inovação social que se tornaram inspiradoras.

Inovação Social

Nossa metodologia trabalha simultaneamente em duas direções, o passado e o futuro, através de um adensamento de significados no presente. Por meio do design social se pode chegar também ao futuro, através de uma verdadeira inovação social, que seria o objetivo mais alto a ser alcançado por essa metodologia.

Para entender o que é inovação social partiremos do conceito de inovação tecnológica, que foi onde primeiro a noção se inovação se manifestou.

Da inovação tecnológica para a inovação social, da transformação significativa de produtos ou processos para a transformação significativa das relações e ações sociais.

O conceito de inovação tecnológica já é bem conhecido, devido às recentes transformações. Através de novas tecnologias surgiram muitas empresas na área de computadores, a partir dos anos 70, se desenvolveram e modificaram certos aspectos do nosso mundo nas últimas décadas, em especial, mais recentemente, com o surgimento da web nos anos 90 e com a integração dos celulares à Internet nos anos 2000.

Uma inovação tecnológica não é simplesmente uma maneira melhor de fazer a mesma coisa, um aperfeiçoamento, mas uma maneira diferente e original de fazer algo, e que tenha um impacto social significativo.

A partir deste conceito intuitivo de inovação tecnológica podemos entender que no âmbito do design social se pode criar também inovações transformadoras das relações entre as pessoas.

Uma inovação social pode ser entendida como uma intervenção dos protagonistas sociais em resposta a uma aspiração, com o objetivo de satisfazer uma necessidade, de aportar uma solução ou de aproveitar uma oportunidade de modificar as relações sociais, transformar um marco de ação ou propor novas orientações culturais.
— Agência UFRJ de Inovação

A inovação social valoriza o mesmo conceito básico de uma transformação significativa em produtos ou processos, mas estendendo essa transformação para o campo das relações e ações sociais. Inovações sociais pontuais podem ser o princípio de transformações sociais e mesmo fontes de novos modelos de desenvolvimento econômico, modificando a percepção do papel de empresas, governos, organizações e indivíduos na construção da nossa sociedade.

 Necessidades sociais dos mais diversos tipos, como nos campos das condições de trabalho, lazer, educação, meio ambiente, segurança, saúde, patrimônio histórico, turismo, ocupação e  mobilidade urbanas, etc. pedem novas estratégias, conceitos e métodos para serem atendidas. Criadas por diferentes atores, como empresas, governos, voluntários, etc., as inovações sociais possibilitam “transformar um marco de ação ou propor novas orientações culturais” (CRISES, Center for Research on Social Innovations).

Caráter interdisciplinar da inovação social, atingindo as mais diferentes áreas da ação humana, como condições de trabalho, lazer, educação, patrimônio, meio ambiente, segurança, saúde, mobilidade urbana, etc.

O Millennium Park, em Chicago, é o maior telhado verde do mundo.

A inovação social, por ser parte do design social, se caracteriza por sua transversalidade, atingindo diferentes níveis e espaços do tecido social e por isso tem necessariamente um caráter interdisciplinar. Diferentes aspectos podem estar integrados em uma inovação social específica, desde aspectos puramente econômicos e tecnológicos até aspectos culturais e filosóficos. Isso exige uma compreensão antropológica da natureza da inovação social e a colaboração de agentes sociais de diferentes naturezas, que devem estabelecer alianças, visando um objetivo maior, conforme a cultura da participação.

Break down boundaries and promote the mutual exchange of ideas and values across sectors and disciplines and between theory and practice.
Center for Social Innovation, Stanford University

A inovação social é o campo por excelência da cooperação, tanto interna, quanto externa.

Cada projeto de inovação social, com sua complexidade interna, por sua vez, se insere em uma rede maior de grupos sociais, cooperando no compartilhamento de informações, no intercâmbio de ideias e eventualmente na cocriação de eventos, em um movimento geral de aprendizagem e desenvolvimento dessa capacidade específica de inovação. Se é a colaboração, em especial, que dá força a uma inovação social específica para que ela se concretize, todas as inovações sociais, geradas por diferentes agentes, se relacionam no nível social e se reforçam mutuamente.

Neste contexto de desenvolvimento social crescente no âmbito brasileiro, é especialmente importante a criação de um ambiente propositivo, pró-ativo e estimulador de iniciativas de inovação social.

É preciso, simultaneamente à prática da criação social inovadora, fomentar, apoiar e estruturar estudos, projetos e iniciativas sociais que contribuam para o “estabelecimento de um canal de troca efetiva com a sociedade e aumentar concretamente o impacto gerado por estas ações” (Agência UFRJ de Inovação).

As inovações sociais solidárias inventam solidariedade.

Por último, dentre os vários tipos inovações sociais, destacamos as “inovações sociais solidárias”, por seu efeito especial sobre a sociedade. Trata-se de inovações que estão comprometidas com a ampliação e o aprofundamento de nosso senso de comunidade. Não se trata, no entanto, de uma solidariedade baseada em algum valor universal que nos una como espécie, mas como um resultado de permanentes diálogos com pessoas e culturas diferentes.

A inovação social surge basicamente da incapacidade dos agentes públicos de dar respostas a altura às necessidades sociais contemporâneas. No passado essa incapacidade dava origem a movimentos sociais reivindicativos, que apenas exigiam por mais ação do governo.

Historicamente os três primeiros campos de aplicação da inovação social foram a diminuição das emissões de carbono, a manutenção da saúde das pessoas e a eliminação da pobreza. 

Por outro lado, o mercado tem sua própria lógica e não tem os meios ou condições para atuar, a não ser de forma paliativa. Esse tipo de pressão sobre os governos é sempre necessária, faz parte da essência da democracia representativa, mas outro tipo de ação paralela é propor meios alternativos, fora da lógica governamental ou da lógica do mercado, para dar passos no sentido de uma solução efetiva e satisfatória, o que não exclui de forma alguma parcerias com os governos, democraticamente eleitos, ou parcerias com empresas legalmente constituídas e com posturas éticas (Ver .1. Empresas e Sociedade).

No caso das empresas, nossa abordagem é que é preciso ir além de atitudes assistencialistas e meramente propagandísticas, no sentido de criar uma identidade, que muitas vezes em nada se relaciona à verdadeira empresa. Acreditamos que existem empresas que não querem ser confundidas com meros patrocinadores de ocasião e que desejam também participar como agentes de transformações, mas de forma direta, não apenas por intermediação de campanhas de marketing.

É necessário que as empresas pensem que sua sustentabilidade econômica no futuro está ligada de forma direta à sustentabilidade da própria comunidade que a envolve. A empresa deve ser também um fator de mudança social e melhoria das condições de vida da comunidade mais ampla, além dessa relação mais exclusiva com seus funcionários e clientes, e além também de uma ação sociocultural genérica ou apenas interna. É preciso estabelecer uma relação entre o próprio negócio da empresa e a ação sociocultural.

Num mundo onde a quantidade de informação cresce de forma vertiginosa, muitas organizações ficam restritas a um determinado círculo de relações e perdem oportunidades, pelo simples fato de não ter a visão estratégica suficiente ou não ter os contatos necessários para ir além dos objetivos estabelecidos e chegar a uma inovação nas relações com outros agentes sociais. É necessária uma agência de design social, que priorize a inovação e não se paute pelo modelo “campanha de publicidade”, e não quantifique de forma simplista quantos novos clientes serão conquistados e quanto lucro será obtido.

Nossa missão é também descobrir formas de ajudar empresas com uma real preocupação social a encontrar os meios e os parceiros adequados para trabalhar em conjunto, independentemente do lucro imediato. Somente empresas com essa nova postura e ação social inovadora e qualificada poderão ser verdadeiramente apreciadas pela população como parceiras em um projeto social mais amplo, aumentando dessa forma a sua própria sustentabilidade.

Para sintetizar, uma definição geral do que é a inovação social seria a apresentada pelo National Endowment for Science, Technology and the Arts (NESTA), fundo criado pelo Parlamento do Reino Unido:

“innovation that is explicitly for the social and public good. It is innovation inspired by the desire to meet social needs which can be neglected by traditional forms of private market provision and which have often been poorly served or unresolved by services organised by the state. Social innovation can take place inside or outside of public services. It can be developed by the public, private or third sectors, or users and communities – but equally, some innovation developed by these sectors does not qualify as social innovation because it does not directly address major social challenges.”

O modelo político que melhor se relaciona com a inovação social é a democracia participativa.

Temos no Ocidente uma longa experiência com a democracia representativa, que reconquistamos nos anos 80 de forma plena no Brasil, com a reforma da Constituição e eleições diretas. As eleições e nossos representantes no Legislativo e Executivo são uma das formas mais importantes de exercício democrático. Este modelo tem qualidades inegáveis, se comparado a outros modelos de governo, mas tem também seus limites, e deve ser preservado e aperfeiçoado continuamente (o que chamaríamos de inovação social política). O Orçamento Participativo de Porto Alegre foi sem dúvida um instrumento inovador de ampliação da ação democrática.

Outra forma de aumentar o alcance da atuação democrática é estendê-la a novas formas de participação da comunidade, o que chamamos de democracia direta ou participativa. Neste caso, indivíduos se reúnem para dar eles mesmos uma solução a uma necessidade social. Consideramos importante que as ações desse tipo estejam sempre dentro dos limites da legalidade. O marco legal da democracia representativa, com a constituição de poderes estabelecidos na sociedade ­ – Executivo, Legislativo e Judiciário –  ­ em nossa opinião, nos permite um amplo campo de ação aos indivíduos, coletivos e organizações, no sentido de autogerir sua ação social. É dentro deste marco político e jurídico que desenvolvemos nosso trabalho. Somos contrários a qualquer manifestação violenta, por ações ou palavras, e queremos desenvolver nosso trabalho dentro de uma cultura da paz e do diálogo entre os diferentes.

Conheça nossa proposta de inovação política através da democracia múltipla.

Indo mais além, não se trata de uma mera ação de oposição a governos eleitos, mas queremos incorporar esses governos locais, independentemente de governantes e partidos, aos processos de design e inovação social, sem que isto implique qualquer envolvimento partidário e ideológico. Os próprios governos são agentes e pacientes da inovação social, pois devem promover ações inovadoras dirigidas à sociedade e eles mesmos devem ser transformados de forma a experimentar novas formas de organização, contra a passividade burocrática. Inovar dentro da própria burocracia governamental é um dos fins da inovação social.

A inovação social é “social” em dois sentidos, tem como finalidade o benefício da sociedade, e aprimora a capacidade da própria sociedade para atuar na busca desses benefícios.

É importante deixar claro que a inovação social é social em dois sentidos, tanto no seus fins como nos seus meios. Se trata de novas ideias, no nosso caso, especialmente na forma de eventos e projetos, que ao mesmo tempo vão de encontro a necessidades sociais e também criam novas relações sociais ou colaborações no interior da comunidade.

Dois temas, que coincidem e contrastam, dão um caráter peculiar a inovação social: a tecnologia e os valores humanos

Segundo o Open Book for Social Innovation 2010, por um lado, vivemos em um mundo onde o crescimento da infraestrutura global da informação permitiu a rápida expansão de redes e nos últimos anos, especialmente, de redes sociais na internet, que disponibilizam uma série de ferramentas para colaboração e ação coletiva. Por outro lado, uma crescente ênfase na dimensão humana, em colocar as pessoas como prioridade e objetivo final de toda ação, possibilitando a todas as concepções amplo direito à expressão.

Para UrbsNova, redes sociais na Internet, como facebook ou twitter, são meios para alcançar objetivos sociais positivos concretos, que permitam uma maior colaboração entre indivíduos e organizações. Mas não são meios neutros, pois são empresas que visam a captação da atenção de seus usuários, muitas vezes com finalidades meramente comerciais, embora com justificativas humanistas  Entretanto, devido a sua ampla capilaridade social, devem ser utilizadas também, pelo menos até o momento em que tenhamos ferramentas melhores de atuação em rede.

Por essa razão, temos uma presença na rede social Facebook, através de uma página (page), UrbsNova – Agência de Inovação Social, pela qual divulgamos nossas ações e as ações de outros indivíduos e coletivos que consideramos relevantes.

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Além da página, criamos um grupo de discussão, Ágora UrbsNova, onde reunimos as pessoas para participar de forma direta na realização dos nossos eventos, inclusive como voluntários. Se trata de um grupo fechado, exclusivamente para discussão interna sobre ideias inovadoras que poderemos implementar, dentro do conceito de open innovation.

Abrir a capacidade de inovação é admitir que não somos os únicos que temos esta capacidade, que indivíduos e organizações tem muito a contribuir e apreciamos esta colaboração. Qualquer pessoa ou organização que queira colaborar de forma positiva na criação de eventos sociais inovadores estão convidados a fazer parte do grupo Ágora UrbsNova.

A multiplicidade de atores é característica da inovação social, sendo fundamental a construção de redes colaborativas e redes de alianças  nos espaços público e privado.

Podemos ter muitos atores diferentes participando na criação e construção de eventos inovadores. A inovação social pode ser conduzida tanto pelo setor público, como pelo privado. Não existem fronteiras fixas de ação, ação apenas governamental, apenas empresarial, etc. Queremos na verdade estabelecer a cooperação entre os diferentes atores, para criar novas formas de cooperação e de organização, para satisfazer necessidades sociais.

Estes são basicamente os possíveis agentes envolvidos na promoção da inovação social:

  • Agentes públicos, tanto como formadores de políticas que podem ajudar a criar as condições adequadas ao desenvolvimento de inovações sociais, como participantes diretos em ações sociais inovadoras (governos municipal, estadual, e federal, empresas e agências públicas);
  • Fundações, mecenas e filantropos particulares, que podem dar financiamento e suporte material aos eventos e projetos;
  • Organizações sociais que tentam resolver necessidades de grupos específicos ou da comunidade mais ampla;
  • Empresas privadas com visão social, especialmente empresas de mídia, que tem como função social a divulgação de ações de interesse público;
  • Empreendedores especializados na inovação social, e este é o caso da agência UrbsNova;
  • Indivíduos inovadores com forte sentimento social e que queiram colaborar com ideias e sugestões;
  • Voluntários que queiram participar de forma concreta na realização de eventos que promovam a inovação social e o bem comum da comunidade.

Método de trabalho: “ideas, from inception to impact”

Adotamos como metodologia de trabalho os seis estágios da inovação social proposta pelo Open Book of Social Innovation 2010. Indicamos abaixo de forma esquemática o conteúdo de cada estágio. A inovação social se inicia com ideias, desde sua concepção (inception) até o impacto dessas ideias no mundo.

Primeiro Estágio
O ponto de partida é um estímulo, a percepção de um problema, uma carência, uma aporia, uma incapacidade do setor público ou privado de dar resposta através dos meios de ação tradicionais. O cliente visualiza um problema com o qual se sente de certa forma relacionado. UrbsNova faz um primeiro diagnóstico para atacar as raízes do problema, não apenas os seus sintomas mais visíveis. Por exemplo, não apenas melhorar a coleta de resíduos sólidos nas ruas de uma cidade ou de um bairro, mas entender porque a população trata de forma inadequada o seu próprio lixo.

Segundo Estágio
Criação de ideias: a criatividade é o primeiro passo em direção à inovação e sem criatividade não existe nenhuma inovação social, apenas a repetição de métodos tradicionais, mais ou menos eficazes. É a criatividade que abre novos caminhos para solucionar problemas. Criatividade é o capital intelectual que UrbsNova oferece como parte de seus serviços aos clientes.

Terceiro Estágio
Desenvolver protótipos e pilotos: A primeira proposta nunca é a definitiva, é apenas o primeiro teste de uma ideia. Através do acerto e erro, metodologia experimental, que UrbsNova refina aos poucos a ideia inicial. É o aprendizado pela prática, onde uma série de questões importantes aparecem no processo e nos indicam o melhor caminho. Neste estágio se pode redefinir e buscar novas coalizões de agentes, aumentar a interação entre eles e resolver conflitos com interesses contrários aos objetivos da ação social.

Quarto Estágio
Sustentabilidade: após os primeiros testes, se deve buscar algum grau de permanência da atividade, o que em alguns casos inclui a sustentabilidade econômica de longo termo: UrsbNova apresenta um orçamento, reune uma equipe, reune outros recursos, verifica a legislação. É quando o projeto encontra a sua forma mais nítida e racional, que é apresentada ao cliente.

Quinto Estágio
Escala e difusão: ampliar a própria ação ou ampliar sua difusão para uma área maior, transmitindo o mesmo evento a outros lugares da cidade e/ou a outras cidades. A difusão pode ser por emulação ou inspiração.

Sexto Estágio
Mudança sistêmica: é o objetivo último de uma inovação social, embora não se realize sempre necessariamente. Procurar uma mudança permanente e sustentável em toda a extensão da sociedade, já independente da ação que  foi sua origem pontual. Inovação sistêmica geralmente envolve uma mudança no setor público, na legislação, no setor privado, por um período longo de tempo. Por exemplo, toda a legislação de preservação ambiental que surgiu a partir de pequenos atos de proteção do meio ambiente a partir de indivíduos isolados.

 Inovação social, conceito e prática em permanente avaliação.

A inovação social é um conceito ainda recente e por isso mesmo em constante processo de reavaliação, procurando por melhores fundamentos teóricos e melhores métodos de atuação. Nosso trabalho como agência de design social será principalmente por em prática esse conceito, usando nossa criatividade e a de nossos colaboradores para desenvolver eventos que tenham impacto sobre as necessidades de comunidades, de forma sustentável, inspirando outras atividades do mesmo tipo e sendo por elas inspirados, com o desejo de promover uma mudança permanente em nossa sociedade.

UrbsNova | Agência de Design Social
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