Arquivo da categoria: História de Porto Alegre

Fotos: WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”

UrbsNova participou no workshop realizado pela UniRitter em parceria com Mackenzie/SP, com organização da Prof. Arq. Luciana Fonseca (UniRitter) e Carlos Andrés Hernández Arriagada (Mackenzie). Levamos o grupo de participantes por uma caminhada pelo 4º Distrito, no dia 23 de setembro, onde se localiza um dos nossos projetos, o Distrito Criativo:
“Campo a fora: do sul ao norte do 4º Distrito”: Campo guiado com Jorge Piqué. (manhã e tarde)

Veja abaixo as informações sobre o workshop, que contou também com monitores da FAU Mackenzie/SP, e as fotos de algumas das atividades que participamos.

WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”
www.estrategiasprojetuais.com
Extensão – 40 horas
UNIRITTER + FAU MACKENZIE

O Workshop que ocorre de 20 a 27 de setembro, no campus UniRitter Porto Alegre, irá gerar propostas com ênfase às definições projetuais de volumetrias e/ou morfologia urbana.
As equipes de alunos da FAU Mackenzie e UniRitter irão trabalhar sobre uma base de decisões estratégicas de planejamento, isto é, sobre um cenário previamente construído. Estão previstas atividades externas, e em ateliê.

projetos

Corpo docente:
FAU Maczenzie: Professores Luiz Guilherme Rivera de Castro, Carlos Arriagada e Paula Jorge.
UniRitter: Professores Luciana Marson Fonseca, Daniele Caron e Artur Wilkoszynski.
Palestrantes convidados UniRitter: Professores Maturino Luz, Jânerson Coelho e Marcos Almeida.
Palestrantes externos convidados: Jorge Piqué (UrbsNova / Distrito Criativo)  e Arq. Pedro Xavier – Metroplan, PAC mobilidade 4º Distrito.
Professores convidados: Custodio Bolcatto (IPHAN) e Eclea Mullich (GPIT – Grupo de pesquisa Identidade Território – PROPUR/UFRGS)

Laboratório de Estratégias Projetuais (site do prof. Carlos Arriagada)

O workshop era aberto a todos, não apenas a alunos e profissionais de arquitetura.

PROGRAMA (CLIQUE PARA AMPLIAR)

programacao

Fotos do Workshop

Passeio de Barco pelo Guaíba
20 de setembro de 2014 (manhã)
Fotos:  Altair Nobre

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

CC100: PalestraEvolução Histórica do 4º Distrito
20 de setembro de 2014 (tarde)
Prof. Arq. Maturino Luz 

fachada

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 Visita ao 4º Distrito
23 de setembro (manhã)

Visita à Rossi-Fiateci

Moinho Chaves

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Almoço na Cantina Famiglia Facin
23 de setembro (meio-dia)

Cantina Famiglia Facin

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Painel e Discussões
26 de setembro (tarde)

Foto coletiva

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WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”

UrbsNova participará no workshop realizado pela Unirriter em parceria com Mackenzie/SP, com organização da Prof. Arq. Luciana Fonseca. Levaremos o grupo de participantes por uma caminhada pelo 4º Distrito, no dia 23 de setembro, incluindo um dos nossos projetos, o Distrito Criativo:
“Campo a fora: do sul ao norte do 4º Distrito”: Campo guiado com Jorge Piqué. (manhã e tarde)

Veja abaixo as informações sobre o workshop, que contará com os alunos da FAU Mackenzie/SP, que virão a Porto Alegre especialmente para isso.

WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”
www.estrategiasprojetuais.com
Extensão – 40 horas
UNIRITTER + FAU MACKENZIE

O Workshop que ocorre de 20 a 27 de setembro, no campus UniRitter Porto Alegre, irá gerar propostas com ênfase às definições projetuais de volumetrias e/ou morfologia urbana.
As equipes de alunos da FAU Mackenzie e UniRitter irão trabalhar sobre uma base de decisões estratégicas de planejamento, isto é, sobre um cenário previamente construído. Estão previstas atividades externas, e em ateliê.

projetos

Corpo docente:
FAU Maczenzie: Professores Luiz Guilherme Rivera de Castro, Carlos Arriagada e Paula Jorge.
UniRitter: Professores Luciana Marson Fonseca, Daniele Caron e Artur Wilkoszynski.
Palestrantes convidados UniRitter: Professores Maturino Luz, Jânerson Coelho e Marcos Almeida.
Palestrantes externos convidados: Jorge Piqué (UrbsNova / Distrito Criativo)  e Arq. Pedro Xavier – Metroplan, PAC mobilidade 4º Distrito.
Professores convidados: Custodio Bolcatto (IPHAN) e Eclea Mullich (GPIT – Grupo de pesquisa Identidade Território – PROPUR/UFRGS)

O workshop é aberto a todos, não apenas a alunos e profissionais de arquitetura.

PROGRAMA (CLIQUE PARA AMPLIAR)

programacao

Inscreva-­se no link:
https://inscricoes.uniritter.edu.br/inscricaoEventos.php?idEvento=2897&idFormulario=2&sequencePage=inscrever

Alguns dos locais que visitaremos no passeio organizado pela UrbsNova:

CC100

fachada

Famiglia Facin

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Vila Flores

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Vila Flores

 Moinho Germani

Moinho Germani

Moinho Chaves

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Moinho Chaves

Solstício na Praça Julio de Castilhos

Texto da matéria Leitor Repórter: Solstício na Praça Julio de Castilhos, por Jorge Piqué, em ZH Moinhos, 02 de janeiro de 2014.

No último sábado, dia 21 de dezembro, foi o solstício de verão de 2013, o dia mais longo do ano. Poucas pessoas sabem, mas no piso da Praça Julio de Castilhos existe uma interferência urbana, a obra Tempo e Espaço (1997), da escultora Claudia Stern. Nela existe uma linha onde estão marcados os dois equinócios e os dois solstícios anuais, com suas respectivas datas.

Recentemente foi apresentado o Projeto Passeio Independência, cujo objetivo é a requalificação urbana do eixo da Av. Independência, entre as praças Dom Sebastião e Julio de Castilhos, enfatizando a importância de seu patrimônio histórico e a necessidade da recuperação de sua identidade própria.  Por isso, aproveitamos essa conjugação única de tempo e espaço, a data especial do solstício de verão, no último sábado, e a localização especial de sua marca, no chão da Praça Julio de Castilhos, para reunir informalmente as pessoas  e celebrar o patrimônio que ainda temos e pensar coletivamente em um futuro melhor para essa importante via da cidade.

O Projeto Passeio Independência  foi lançado na sua forma atual em 2013 e foi apresentado no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e para a Secretaria de Cultura e comunidade do bairro, no Museu de História da Medicina.  Além do evento Solstício na Praça | 21 -12, organizamos uma Caminhada pela História, ao longo da Av. Independência, no dia 8 de dezembro, apresentando seu patrimônio historicista e modernista, e que será repetida em 2014, além de outras ações com a comunidade.

O projeto é uma co-criação de Reviver Independência, UrbsNova – Agência de Inovação SocialURBANA Arquitetura e Studio 1 Arquitetura.

Informações: https://urbsnova.wordpress.com/passeio-independencia/

Participe no facebook:  https://www.facebook.com/pages/Projeto-Passeio-Independência/241194412708376

Praça Julio de Castilhos

Esse logradouro recém começava a existir quando foi proclamada a República, e, como outros logradouros da cidade, foi espontaneamente denominado pelo povo, em homenagem aos líderes republicanos de maior destaque na época. Sem um ato específico para sua denominação, já se falava em Praça Júlio de Castilhos em 1890, de acordo com o livro Porto Alegre: Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco: “Em seu relatório de 08/07/1891, a Cia. Hidráulica Guaibense expõe que, não lhe convindo, por então, o assentamento de encanamentos nas proximidades do reservatório Mostardeiro, em consequência do pequeno número de habitações existentes, colocara na ‘Praça Júlio de Castilhos’ uma torneira para gozo provisório e gratuito dos moradores”, informa a obra do historiador.

Entre 1894 e 1907 a praça recebe melhorias e ganha a sua forma básica atual. Nas primeiras décadas do séc. XX grandes mansões são construídas no entorno da praça, parecidas às que ainda podemos encontrar nas avenidas Independência e Mostardeiro.

A partir dos anos 40 e 50, começa a construção de edifícios coletivos, a moderna forma de morar, substituindo as belas mansões da burguesia porto-alegrense, e que caracterizam o ambiente atual da praça. Graças à adoção pelo Hospital Moinhos de Vento, desde 1997, os jardins da praça têm recebido cuidados permanentes.

Matéria em ZH Moinhos (02/01/2014). Clique para ampliar.

Solstício na Praça Julio de Castilhos (ZH Moinhos, 02/01/2014). Clique para ampliar.

Matéria Solstício na Praça Julio de Castilhos (ZH Moinhos, 02/01/2014). Clique para ampliar.

Estiveram presentes no evento Solstício de Verão os promotores do Projeto Passeio Independência Marilia Costa Cardoso, do Reviver Independência, Jorge Piqué, da agência UrbsNova Porto Alegre – Barcelona, e o arq. Lucas Volpatto, do Studio 1 Arquitetura, além da presença de apoiadores, como a arq. Silvia Corrêa, de Helena Endo e Fernando Kokubun, que fizeram as fotos, de Marc Weiss, CEO da ong Global Urban Development – GUD, Nancy Sedmak-Weiss, e Andréia Marin Martins, presidente do IDEST – Instituto de Desenvolvimento Sustentável.

No final do evento Jorge Piqué, Marilia Cardoso e Lucas Volpatto deram um depoimento em vídeo sobre o Projeto Passeio Independência para o documentário que Kátia SumanEduardo André Viamonte realizam sobre a mobilização e ocupação de espaços públicos em Porto Alegre.

Fotos do Evento

A beleza tranquila da Praça Julio de Castilhos, no final de tarde do solstício de verão.

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

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Alguns dos participantes no evento. Da esquerda para a direita, Marilia Costa Cardoso (Reviver Independência), arq. Silvia Corrêa, Jorge Piqué (UrbsNova), Marc Weiss (Global Urban Development), Nancy Sedmak-Weiss, Andréia Marin Martins (IDEST – Instituto de Desenvolvimento Sustentável), Helena Endo e Lucas Volpato (Studio 1 Arquitetura). Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

A indicação do solstício de verão no chão de pedra portuguesa da praça.

Marca do solstício de verão, na obra Tempo e Espaço (1997), da escultora Claudia Stern. Foto: Helena Endo

Marca do solstício de verão, na obra Tempo e Espaço (1997), da escultora Claudia Stern. Foto: Helena Endo

Marca do solstício de verão, na obra Tempo e Espaço (1997), da escultora Claudia Stern. Foto: Jorge Piqué

Marca do solstício de verão, na obra Tempo e Espaço (1997), da escultora Claudia Stern. Foto: Jorge Piqué

O entardecer do dia mais longo do ano sobre a Praça Julio de Castilhos.

O Sol se pondo sobre a Av. Independência, no solstício de verão. Foto: Jorge Piqué

O Sol se pondo sobre a Av. Independência, no solstício de verão. Foto: Jorge Piqué

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

As contradições do ambiente urbano nas grandes cidades.

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Anoitecer na Praça

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Gravação do documentário

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Helena Endo

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Solstício na Praça. Foto Fernando Kokubun

Praça Florida e atual Escola Municipal Meu Amiguinho

Pracinha Florida, uma história de convívio no bairro Floresta

Seria preciso fazer uma história dos espaços – que seria
ao mesmo tempo uma história dos poderes – que estudasse
desde as estratégias da geopolítica até as nossas
pequenas táticas do habitat, da arquitetura institucional,
da sala de aula ou da organização hospitalar, passando
pelas implantações econômico-politicas. […]
A fixação espacial é uma forma econômica-política
que deve ser detalhadamente estudada.
(FOUCAULT, O olho do poder. In: Microfísica do poder. 2002, p. 212).

Praça Bartolomeu de Gusmão (a tradicional Praça Florida)

Esse post foi criado em seu momento para dar mais informações aos participantes da Expedição Floresta 1. Agora faz parte da coleção de documentos sobre o Distrito Criativo de Porto Alegre.

Baseado neste post de UrbsNova, ZH Moinhos fez uma grande matéria sobre a Praça Florida:

ZH Moinhos - O Passado de Ouro da Florida

ZH Moinhos – O Passado de Ouro da Florida (clique na imagem para ampliar)

Quando andamos ao longo da R. São Carlos, rua tradicional do bairro Floresta, chegamos a uma praça, pequena, uma pracinha, na verdade. Uma pequena porção de espaço público, entre a tranquila R. São Carlos e a movimentada Av. Farrapos, que provavelmente nem nota a sua existência. Não estranha, pois este lado da praça se encontra degradado, muito sujo e não poucas vezes ocupado por moradores de rua, apesar de cercado.

Praça Florida
Localização no Google Maps

Do lado da São Carlos, em contraste, temos uma jovem escola municipal infantil, a Escola Municipal de Educação Infantil Meu Amiguinho, criada em 1980, com seus tijolos expostos e seus brinquedos infantis. A escola também está cercada, infelizmente, única maneira de proteger o patrimônio público.

Esta é a única praça do bairro Floresta. Existe outra, pelo menos com nome de praça, a Praça Monsenhor Emílio Lottermann, onde se encontra a Igreja São Pedro, na Cristóvão Colombo,  a maior igreja neogótica que temos na cidade, projeto do checo Josep Hrubý, mas não poderíamos mais chamar esse espaço de verdadeira praça. Outra pequena praça está na confluência da Av. Cristóvão Colombo, com Benjamim Constant e Quintino Bocaiuva.

O nome oficial da pracinha na São Carlos é Praça Bartolomeu de Gusmão, mas todos na vizinhança a conhecem por Praça Florida. Desde 1896 aparece com esse nome tradicional nos mapas da cidade. Foi o nome dado de forma espontânea pela população, inspirado pelo jardim natural que existia ali, último sobrevivente do processo de urbanização que afetou o então arraial Navegantes e a região entre ele e o Centro da Cidade.

Observando a intensa urbanização que encontramos no bairro Floresta e a escassez de espaços verdes nessa extensa região da cidade, é difícil acreditar que desde o início da cidade toda essa área ao longo da orla do Guaíba apresentava uma vegetação exuberante. Antes da urbanização e industrialização de início do séc. XX, havia ali muitas chácaras e extensas áreas verdes, que chamavam a atenção dos estrangeiros que visitavam a cidade, local de bucólicos passeios.

A Praça Florida foi, portanto, esse pequeno oásis que sobreviveu do passado mais remoto da região verde ao norte da cidade, margeando o Caminho Novo, hoje Av. Voluntários da Pátria, na orla do Guaíba (os aterros posteriores afastaram a orla). Naturalmente esse espaço de vegetação tornou-se um ponto de encontro da vizinhança do bairro no início do séc. XX.

Aquarela de Debret intitulada Paranaguá. Porém trata se de um equivoco do autor, a paisagem/panorama é de Porto Alegre . BANDEIRA, 2008.Debret e o Brasil 1816-1831 No canto esquerdo está o Caminho Novo (atual Vol.da Pátria).
Imagem acima: Aquarela de Debret intitulada Paranaguá. Porém trata-se de um equivoco do autor, o panorama seria de Porto Alegre . BANDEIRA, 2008. Debret e o Brasil 1816-1831
No canto esquerdo está o Caminho Novo (atual Voluntários da Pátria), onde se pode ver a exuberância da vegetação que cobria muitas chácaras na região, mas que foi totalmente urbanizada posteriormente.

O ano de 1927 parece ser o início da modernização da praça e do seu entorno. Segundo o Jornal A Federação, em 1927 foi realizado o calçamento com pedras irregulares (pedra portuguesa) da Praça Florida, e ruas em volta, como São Carlos e Voluntários da Pátria (a Av. Farrapos ainda não existia). No mesmo ano foi realizada a canalização na rua, com alvenaria de pedra e com cimento moldado.

Neste mesmo ano inicia em Porto Alegre um importante projeto de promoção do esporte e da atividade física para crianças e jovens.  Foi criada a primeira praça de educação física e esporte para a recreação pública, o primeiro “Jardim de Recreio”, no “Alto da Bronze” (hoje praça General Osório). A partir desta experiência bem sucedida, aparelharam-se outras praças que ganharam canchas de esporte, recantos infantis, jardins de infância e bibliotecas. Estes locais foram a Praça Florida, Praça Pinheiro Machado, Praça Garibaldi, Praça José Montaury e Praça Jaime Teles.

O prefeito Otávio Rocha, em 1927 aproveitou  esse jardim natural que existia no Floresta e o transformou em um centro de atividades esportivas e culturais, a Praça de Desportos Florida. Foi construído na praça um pequeno pavilhão, onde os moradores do bairro podiam se reunir para jogar xadrez ou damas. Na parte externa, foram demarcadas canchas de vôlei e basquete (“cestobol”) em chão batido. Posteriormente foram instalados equipamentos de ginástica e lazer, balanços, argolas, barras, passo de gigante, escorregadores, gangorras.  O prefeito se orgulhava dessa obra, já que deu destaque a ela em seu relatório de fim de mandato, em 1928.

Se anteriormente a praça já atraia a vizinhança para desfrutar de seu espaço natural aprazível, a partir do final dos anos 20 a praça se torna em um centro de convívio organizado em torno da recreação e do esporte. Sem dúvida, a contrapartida do processo de industrialização foi o desenvolvimento de locais públicos e privados onde as pessoas poderiam ter lazer, recreação e esporte fora de suas casas. Houve, em consequência,  um aumento da interação social entre os vizinhos, de forma paralela a como fábricas e sindicados aumentavam na mesma época a interação entre trabalhadores.

A ocupação da praça remodelada era muito grande como se vê na foto abaixo, onde o Volley Ball já era praticado “em ternos e saias” na Praça Florida, nos anos 20.

Praça Florida, após 1927, com a instalação das quadras de vôlei.

Acervo CEME/ESEF/UFRGS

Como consequência da criação de espaços públicos para práticas esportivas nas praças  de Porto Alegre, nos anos 20, e as melhorias instauradas para promover a sociabilidade e o lazer da população, foram criadas novas associações esportivas, os clubs das praças. Esses clubes tinham suas equipes que os representavam em competições municipais interpraças. A rivalidade era muito grande e o principal rival da Praça Florida era justamente o primeiro jardim de recreio criado em Porto Alegre, no centro, na Praça Gal. Osório, especialmente no basquete. Mas esses clubs não se dedicavam apenas à competição esportiva formal, desenvolviam também festas, atividades culturais e recreativas para os moradores do entorno. A Praça Florida era o verdadeiro coração social, que atraia a participação e a colaboração dos habitantes do bairro.

Se formaram os seguintes clubs na Praça Florida:  Atléthico Flamengo, Bataclan Volley-ball Club, Florida Volley-ball Club, Jahú Volley-ball Club e Esportivo Sul América (existem referências a outros times de vôlei da Praça Florida, como o Juvenil e o Independente). Não havia clubes ou times de futebol.

bataclanUm dos clubs famosos da Praça Florida foi o Bataclan Volley-Ball Club, iniciado em  1927 na Praça de Sports Florida. As atividades previstas eram as seguintes, para termos uma ideia de como funcionavam estes clubes em torno da atividade física, mas que envolvia muitas brincadeiras também:

Categoria de menores (meninos e meninas): corrida em 75 metros, capitão soldado ladrão, corrida com pneus, jogo das batatas, círculo, salto em distância, cabo de guerra.
Categoria dos rapazes: corrida em 100 metros, corrida em saco, lançamento da bola, corrida de três pernas, corrida de obstáculos, torneio de volley-ball.
Categoria das senhoritas: corrida da agulha e corrida da vela.

Abaixo, o registro da organização interna do Bataclan Volley-Ball Club. Esses clubs não tinham sede, a sede era a própria praça pública, diferentemente dos grandes clubes com sede própria em Porto Alegre.

Diretoria do Bataclan

Diretoria do Bataclan em 1927-28.

Não temos informações do motivo de um time de vôlei em Porto Alegre nos anos 20 adotar o nome de Bataclan … mas a pergunta é inevitável. Quem sabe exista uma razão e por isso cabe uma pequena digressão sobre fatos que aconteciam no Brasil na mesma época e tinham destaque nos jornais gaúchos.  O verdadeiro Bataclan foi uma  famosa sala de espetáculos de Paris, construída em 1864, na forma de uma pagode chinês. Era um grande café-teatro, onde se apresentavam os espetáculos de music-hall.

Por seu sucesso, o teatro criou uma companhia itinerante que embarcou em uma grande turnê pela América do Sul, nos anos 20. Em 1920 chegaram a Buenos Aires e em 1922 desembarcou no Rio de Janeiro a famosa companhia de revistas francesa Bataclan, dirigida por Mme. Rasimi, com cenários luxuosos, coristas sedutoras seminuas, tendo a frente a famosa vedete Mistinguett. A companhia se apresentou também em São Paulo, Salvador e Recife. A companhia Bataclan com suas coristas e vedetes introduziu um novo padrão de beleza feminina no Brasil, a  moda, agora no séc. XX era a mulher esbelta… Quem sabe havia um certo humor na escolha desse nome para um clube de vôlei, já que o esporte desenvolvia também esse novo padrão de beleza.

O impacto do Bataclan parisiense no Brasil foi muito grande. Nos anos 20, havia também em Ilhéus o famoso cabaré Bataclan, que aparece na obra de Jorge Amado. Além disso, mais tarde, na década de 1940, resolveu morar em Porto Alegre e tornar-se um personagem famoso da cidade o famoso Bataclan, muitos devem lembrar, um homem negro que vestindo terno, gravata e cartola, andava pelo Centro propagandeando lojas, bares, bebidas, sabões e colchões, entre muitos outros produtos até os anos 80. Como havia também nos anos 20 a Companhia Bataclan Negra, talvez o nosso Bataclan local tivesse se apropriado do seu nome e da sua fama.

Voltando a atividade recreativa e social desenvolvida na Praça Florida, recuperamos uma nota do Jornal A Federação sobre o Natal das crianças Pobres, de 1927, na Praça Florida, que nos dá uma ideia da importância dessa atividade, que reunia os vizinhos em ações beneficentes. As crianças favorecidas eram as que frequentavam o jardim de recreio municipal da praça.

Natal de 27

Não só no Natal, mas também no São João e em datas cívicas, sempre havia festas nas praças de recreio. As famílias se envolviam na organização, participando de comissões, como se observa na nota do jornal, cuidando da vida lúdica do seu bairro. Essas festas tinham caráter local, mas às vezes iam além, tendo impacto em toda a cidade. No São João de 1932, os rapazes de cada um dos Jardins de Recreio foram responsáveis por uma “original celebração”, cada grupo acenderia uma fogueira no alto de um morro de Porto Alegre, que eram Glória, Santana, e da Polícia (2). O Jardim n.º 3, da Praça Florida foi escalado para o Morro de Sapucaya (na atual cidade de Sapucaia?). A Rádio Gaúcha, fundada em 1927, transmitia o evento e deu o sinal para as fogueiras serem acendidas ao mesmo tempo, criando um espetáculo que toda a cidade assistia.

O esporte preferido dos usuários da Praça Florida era o basquetebol. A praça possuía uma quadra de areião, A grande rivalidade no basquete era entre  a Praça Florida e a Praça Gal. Osório, no Alto da Bronze. Em segundo lugar, na preferência, mas com grande interesse também, estava o voleibol. Era uma época de total amadorismo, os jogadores dos clubes de praças não só não recebiam salário ou ajudas, mas pagavam os custos, como os uniformes.

clube de basquete

Em 1988 o jornalista Dante D´Angelo relembrava sua infância nos anos 30 na praça Florida, em matéria do Jornal do Comércio, depois publicada em seu livro No Banco do Jardim:

Lembranças do jornalista Dante D´Angelo da Praça Florida, no livro No Banco do Jardim.

Lembranças do jornalista Dante D´Angelo da Praça Florida, no livro No Banco do Jardim.

Em 1935 houve um grande torneio feminino de voleibol, que saiu com destaque no jornal A Federação. A final foi entre a representação da Praça Recreio Florida e a equipe da Praça Recreio General Osório. Saiu vitoriosa a Praça Florida, representada por Emilia, Marina, Elvira, Erotilde e Adelba.

Em 1936 a Pracinha Florida trocou de nome para Praça Bartolomeu de Gusmão, em homenagem a um sacerdote e cientista, um dos pioneiros da navegação aérea, o padre-voador, famoso por ter inventado o primeiro aerostato operacional, a que chamou de “passarola”.

A Praça Bartolomeu de Gusmão era classificada como jardim de recreio tipo 2, “Praças de Educação Física” ou Praças de Recreação. Esse tipo era o mais completo, algumas com jardim de infância, todas possuíam quadras de esportes coletivos, quadras de esportes individuais, aparelhos recreativos, bibliotecas ambulantes, banheiros, recanto de ginástica e salas para atividades sociais. As que possuíam jardim de infância eram a Praça Gal. Osório, no Alto da Bronze, que foi a primeira, e a Praça Florida. Havia atendimento noturno nessas duas praças, com realização e jogos e campeonatos.

Em 1936 o time de basquete do Grêmio já jogava na Praça Florida, contra o time da praça, provavelmente. Em janeiro de 1943, cerca de 3000 pessoas frequentaram as atividades da Praça Florida. A atividade dos clubes “sediados” em praças de Porto Alegre só cresceu com o tempo, a tal ponto que os times importantes como Grêmio e Internacional enviavam seus “olheiros” ali. Em 1948, surgiu o Florida Atlético Club, time oficial de basquete, que disputou a campeonato gaúcho.

Praça florida final dos anos 40
BRAUNERr, Daniel. A prática do basquetebol na cidade de Porto Alegre : da emergência nos clubes à organização federativa. Diss. de Mestrado. 2010. (texto)

O crescimento da Praça Florida no cenário do basquete não partiu do reconhecimento de um órgão público competente, mas como manifestação da própria comunidade envolvida com a praça, como Dona  Erna Leão, nos anos 40 e  50,  grande incentivadora da Praça Florida, promovendo os jovens jogadores e fazendo que eles se inscrevessem na Federação Atlética Rio-Grandense.

Foi a partir da filiação do clube na Federação que melhorias são providenciadas na praça pelo município para receber partidas oficiais. O piso da quadra é pavimentado com cimento e são instaladas arquibancadas ao redor, as únicas em uma praça de Porto Alegre. As arquibancadas lotavam com o público da “pracinha”. Segundo Dressyng, o pessoal da vizinhança era mais fã do time de basquete da pracinha do que do Grêmio ou do Internacional. O primeiro técnico do Florida foi Ariel Ruas e depois Artur Visintainer. O símbolo do Florida Atlético Club era o Zé-Carioca.

O Florida foi vice-campeão adulto de basquete entre 1949 e 1952. Em 1953 o Florida foi campeão municipal e estadual, fato significativo, pois a praça competia com clubes de massa, muito mais organizados, como Cruzeiro, Grêmio e Internacional. O Florida como vimos era um club sem sede, um clube de praça, 1953 foi o seu momento de glória.

Abaixo foto de jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953, onde é possível ver a quadra da praça, entre árvores e edifícios, já com a arquibancada.

Jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953

Jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953.

Time vencedor de 1953, ano épico na história do clube da pracinha.

atletico

Nos anos de 52 e 53 a seleção gaúcha de basquete era quase toda formada com jogadores do Florida, mais alguns do Cruzeiro, que era o seu principal rival na época. Como consequência desse sucesso, grandes jogadores do Florida se transferiram para times maiores, como Grêmio e Internacional.

Bairro Floresta - Praça Florida - Ponto de Táxis -  1940 Almanaque Gaucho

Antigo ponto de táxis (“auto de praça”) na Av. Farrapos, em frente a Praça Florida. Talvez anos 40 ou 50. Autor desconhecido. Fonte: Almanaque Gaúcho.

Não sabemos porque toda essa intensa atividade social, recreativa e esportiva em torno da Praça Florida desapareceu. A decadência parece ter começado talvez nos próprios anos 50. Um carta, sem data, ao Jornal Diário de Notícias reclama já do abandono:

[…] O [jardim] de São João, que tem o nome de Pinheiro Machado, está
completamente abandonado e o da Florida não reúne mais a multidão de
creanças que antes ali passavam horas na mais pura alegria, dos rapazes e das
meninas que, com os seus torneios de “baskett-ball”e “volley-ball” faziam o
encanto do local. Antes, duas ou três vezes por semana era a praça aberta a
noite, até ás 9 ou 10 horas, para que se entregassem os seus freqüentadores
aos torneios desportivos. Agora nada mais disso há, […]

O fato é que a situação atual da praça não representa em nada o seu importante passado. Ainda existem duas quadras na praça, mas aparentemente abandonadas. A continuidade com o passado se dá apenas através da escolinha infantil, que ocupa o lado da R. São Carlos. A atual Escola Municipal de Educação Infantil Meu Amiguinho foi criada por decreto em 1980. Sua estrutura é muito boa, mas as quadras esportivas, ao lado, na praça, embora cercadas, estão muito sujas e foram ocupadas por moradores de rua.

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

Lixo é um dos problemas no entorno da Emei Meu Amiguinho

Lixo é um dos problemas no entorno da Emei Meu Amiguinho | Foto: Francielle Caetano

É necessária uma ação permanente da prefeitura para manter a praça limpa e uma ação social no atendimento aos moradores de rua que ocupam de forma irregular a praça, encontrando um melhor local para abrigá-los. Segundo Carlos Alves, presidente do Refloresta, “Faltam condições para que os moradores utilizem a Praça Florida. Queremos buscar soluções para que eles voltem a frequentar este local”. Alves aponta também o grande acúmulo de lixo como um dos problemas que impedem os moradores de utilizarem a praça: “Ela (a praça) é rota de passagem para a Vila dos Papeleiros. Próximo ao local, na Comendador Coruja, há também um albergue municipal.”

E escola desenvolve com as crianças várias atividades culturais e ambientais na praça e de certa forma continua o anterior trabalho social que havia lá.  Algumas ações recentes desenvolvidas pela escola Meu Amiguinho:

Amiguinhos da Natureza – JA1 Explora a Praça Florida (2010)

“Buraco com sujeira. Não é legal!”

Programa de Leitura “Adote um Escritor” 2012, com

Visite o blog EMEI JP Meu Amiguinho

Graças a atividade da Associação Refloresta a praça tem recebido um melhor tratamento recentemente. Criado em maio de 2012, o Grupo de Apoio à Revitalização do Bairro Floresta, ou Refloresta, é uma associação que reúne moradores, empresários, trabalhadores e amigos do local. O grupo atua para que as pessoas possam usufruir o espaço público e reivindicar melhorias na infraestrutura e segurança.
Facebook: https://www.facebook.com/Refloresta | Fone: 3228-3802

A partir de julho de 2013 a praça recebe, todas as terças-feiras, uma feira modelo, das 15h30 às 20h30. Participam da feira modelo da praça Florida 40 feirantes reunidos em 16 bancas. As 38 feiras modelo da cidade vendem hortifrutigranjeiros, carnes, derivados de leite, frios e embutidos, entre outros produtos, como pastéis feitos na hora.

Indiretamente, essas bancas cheias de vegetais lembram o passado mais remoto, quando o nome Praça Florida foi adotado pelos moradores da vizinhança. A feira cria um espaço de compras, mas que é também um espaço de encontro e de convívio. É um embrião de interação social, que pode se desenvolver nos próximos anos.

Feira modelo na Praça Florida
Feira modelo na Praça Florida

No dia 17 de agosto de 2013 a R. São Carlos e a Praça Florida foram beneficiadas com um verdadeiro mutirão de serviços da administração municipal, com a atuação da SMAM, SMOV, DMLU, DEP e Guarda Municipal, em um evento organizado pela Secretaria de Governança Local, através do CAR Centro. Professores da Escola Meu Amiguinho organizaram uma confraternização com os seus alunos, em homenagem ao Dia dos Pais.

É preciso, no entanto, mais passos nessa direção, manter um calendário anual de eventos na praça, com atividades culturais e também aproveitando a infraestrutura para os esportes que já se encontra lá. A recuperação da memória local do espaço, como fizemos neste post, é um passo na recuperação de uma identidade associada a um espaço coletivo.

Desde novembro de 2013, a Praça Florida é considerada um dos principais pontos de intervenção urbana dentro do Projeto Distrito Criativo de Porto Alegre, na sua linha de revitalização urbana.

Fontes:

Terra. E. As Ruas de Porto Alegre. 2001.
Sílvia Cristina Franco Amaral, ESPAÇOS E VIVÊNCIAS PÚBLICAS DE LAZER EM PORTO ALEGRE: DA CONSOLIDAÇÃO DA ORDEM BURGUESA À BUSCA DA MODERNIDADE URBANA. In   Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2001.
Feix, Eneida, Lazer e cidade na Porto Alegre do início do século XX: institucionalização da recreação pública, Diss. de Mestrado. 2003 (texto)
Projeto Garimpando Memórias, depoimento de  Paulo Dreyssing. 2003 (texto)
Brauner, Daniel. A prática do basquetebol na cidade de Porto Alegre : da emergência nos clubes à organização federativa. Diss. de Mestrado. 2010. (texto)
da Cunha, MLO , Mazo JZ. A CRIAÇÃO DOS CLUBS NAS PRACAS PÚBLICAS DA CIDADE DE PORTO ALEGRE (1920-1940). In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2011 (texto)

texto e organização do post: Jorge Piqué

Josef Hrubý: um arquiteto checo em Porto Alegre

Poucas pessoas sabem, mas além dos famosos arquitetos alemães que vieram morar e trabalhar em Porto Alegre, nas primeiras décadas do século XX, como Theo Wiederspahn e Josep Lutzenberger, arquitetos de outras nacionalidades também contribuíram para a formação do nosso patrimônio histórico.

Entre  estes, um arquiteto checo, da Boêmia, Josef Hrubý (em português, grafado sem acento, Hruby), teve uma papel relevante para a imagem que temos da cidade ainda hoje. Muitas fábricas que hoje já não existem e importantes igrejas de Porto Alegre devem a este checo ser parte da nossa paisagem cotidiana e normalmente anônima. Somos o resultado de uma mistura de etnias e culturas e conhecer esses traços transforma nossa visão mais prosaica da cidade.

Os primeiros imigrantes checos a desembarcar no Brasil chegaram no ano de 1823. Dentre eles, Jan Nepomuk Kubíček, um dos bisavós maternos do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul,  foi fundada em 1858 por alemães e também alguns vindo da Boêmia, então um estado do Império Austro-Húngaro, mas a partir de 1918, já pertencendo a Checoslováquia, atualmente, República Checa.

Hrubý nasceu em 1875 no distrito de Děčín [ˈɟɛtʃiːn], na Boêmia, próxima à fronteira com a Alemanha (ver localização). A cidade de Děčín é de origem eslava, mas sua história e cultura tiveram uma forte influência germânica a partir da Idade Média, um importante cruzamentos de rotas comercias (em  alemão o nome da cidade é Tetschen).

“Děčín está na rota de comércio entre a República Checa e a Alemanha. O transporte de cargas rodoviário, ferroviário e fluvial todo passa através da cidade, além de ser a confluência dos rios Labe (Elba) e Ploučnice.” (Fonte: Wikipedia).

Castelo de 1305, principal atração turística de Decin.

Castelo de 1305, principal atração turística de Decin.

Praça en Decin.

Praça en Decin.

Mas, segundo o prof. Günter Weimer, em um artigo de 2003, Hrubý teria nascido mais exatamente de Kamnitz, ou Česká Kamenice, uma cidadezinha próxima,  localizada dentro do distrito de Děčín, que já existia em 1283. Em 1843 havia 451 casas, com 3.215 habitantes, e em 2005 tinha apenas um pouco mais de 5 mil habitantes, nunca tendo passado de 7 mil em sua historia. Já Děčín sempre foi maior e tinha em 2007 mais de 50 mil habitantes.

Česká Kamenice, cidade onde nasceu Hruby

Praça central de Česká Kamenice, cidade onde nasceu Hruby em 1875.

Veja um breve video sobre Česká Kamenice, com a paisagem que Hrubý deveu conhecer no final do séc. XIX.

Formação

Sabemos pouco sobre os primeiros anos de Hrubý. Em 1905, com 30 anos, estava já em Praga, onde recebeu o título de Baumeister, na Universidade Alemã de Praga. Este título numa tradução literal seria “mestre de obras”, mas se refere mais propriamente ao responsável pelo projeto de construção, construtor civil ou arquiteto. Além de Hrubý, somente o arquiteto teuto-brasileiro Johann Grünewald (1832-1910), já falecido nessa época, ostentava esse título em Porto Alegre. Grünewald já tinha uma reputação anterior na construção de igrejas neogóticas e neoclássicas, que Hrubý continuará, como veremos.

A Universidade Alemã de Praga, a Karl-Ferdinands-Universität,  é uma importante instituição universitária checa. Entre 1895 e 1896, Rilke estudou literatura, historia da arte e filosofia ali. Kafka, em 1901, começou seus estudos de química, portanto, sendo praticamente colega de Hrubý, que se formou em 1905. Alguns anos depois de Hrubý deixar a universidade, Einstein, entre 1911 e 1912,  foi professor no Instituto de Física Teórica nesta instituição. Segundo o próprio Einstein, alguns aspectos importantes da sua Teoria da Relatividade foram descobertos em Praga. Isso da uma ideia do nível da formação de Hrubý como Baumeister. O fato de Hrubý cursar a Universidade Alemã de Praga e não a Universidade Checa de Praga, mostra que  sua formação foi realmente mais alemã, de acordo com seu local de nascimento, bem próximo à fronteira alemã. Ele certamente falava alemão e por isso devia ter tido muita facilidade de contato com os arquitetos, comerciantes e industriais alemães que trabalhavam em Porto Alegre nesta época.

Fábricas

Quando Hrubý chega a Porto Alegre, a cidade, no início do século XX, apresenta várias fábricas de indústrias importantes e seu primeiro trabalho é na construção dessas primeiras fábricas, normalmente edificações muito simples.

Não sabemos exatamente quando este arquiteto checo chegou a Porto Alegre, mas sua primeira obra foi a Companhia Fabril Porto Alegrense, projeto de 1913 (ele tinha então 38 anos), que ficava na R. Voluntários da Pátria, tradicional rua de comércio e indústrias, conduzidas principalmente por imigrantes de origem alemã. Em 1913 Porto Alegre contava com 172 fábricas. Em 1916 esta fábrica era altamente mecanizada, produzia principalmente meias e tinha o maior número de funcionários, com 450 operários, entre homens e mulheres.

Hrubý foi responsável pela construção de outras fábricas,  também de projeto bem simples. Walter Gerdau, filho de João Gerdau, encomendou em 1916 a Theo Wiederspanh, provavelmente o mais importante arquiteto trabalhando em Porto Alegre no início do séc. XX , o projeto de duas unidades para a sua indústria de móveis vergados (técnica aprendida do austríaco Thonet), a Fábrica de Móveis Gerdau, mas a construção propriamente dita da fábrica ficou a cargo de Hrubý. O projeto é extremamente simples, comparado a outros prédios indústrias da época, como a Cervejaria Bopp, também de Wiederspahn, que teria sido terminada em 1911 ou 1914.

Fábrica de Móveis Gerdau. Projeto de Wiederspahn, construção de Hruby

Fábrica de Móveis Gerdau. Projeto de Wiederspahn, construção de Hruby

Foi de Hrubý também a construção da fábrica de Victor Fischel, em 1916, igualmente localizada na R. Voluntários da Pátria, onde se localizava a maioria das fábricas na época. Era uma fábrica de sabão, sabonetes e perfumarias, e importava as matérias-primas, tais como essências, óleos etc., da Inglaterra, Alemanha e França. Produzia também bebidas refrigerantes sem álcool. Novamente o projeto era extremamente simples, como se pode ver pela foto abaixo.

Fabrica Fischel

Fábrica de sabonetes de Victor Fischel.

Finalmente, na R. Marquês do Pombal, esquina com a R. Doutor Timóteo, construiu o prédio da Companhia Souza Cruz, a primeira fábrica de cigarros em Porto Alegre,  em 1928  ano em que a Souza Cruz começa a produzir em Porto Alegre.

Segundo o arquiteto e historiador Günter Weimer, durante a Primeira Guerra Mundial, os arquitetos alemães foram incluídos em uma espécie de lista negra, sendo afastados de novos empreendimento. Hrubý, por ser checo, teve mais espaço para trabalhar e por isso venceu a concorrência para fazer as fundações dos armazéns franceses, comprados para o novo Cais de Porto Alegre, o Cais Mauá. (WEIMER, Günter. “Arquitetos e construtores no Rio Grande do Sul”. Santa Maria: Editora da UFSM, 2004, 204 pp.)

Foto antiga dos armazéns do Cais Mauá.

Foto antiga dos armazéns do Cais Mauá.

Foto recente dos armazéns e pórtico do Cais Mauá (by Ricardo André Frantz)

Foto recente dos armazéns e pórtico do Cais Mauá (Foto: Ricardo André Frantz)

Banco

Radicado em Porto Alegre, Hrubý também atuou no interior do estado. Em Pelotas projetou a antiga filial do Banco Nacional do Comércio,  de 1917, erguida sob a responsabilidade do seu Escritório de Engenharia e de Arquitetura. Hoje em dia é o Centro de Integração do Mercosul-Pelotas, um predio em estilo eclético com fachada decorada bem interessante.
Banco Nacional do Comércio | Foto: Carmem Farina

Banco Nacional do Comércio – Pelotas | Foto: Carmem Farina

Foi construído a partir de 1917 e inaugurado em 1919 com o objetivo de sediar o Banco Nacional do Comércio, o qual permaneceu nesta edificação até 1937. Após este período o prédio abrigou o Banco Sul-Americano até 1985 e o Banco Meridional até 1989. Durante a década de 80 foi utilizado como Gabinete do Vice-Prefeito de Pelotas e só depois transformado no Centro de Integração do Mercosul.

“Seus frontões triangulares, sejam os que dão para a Rua Andrade Neves, sejam os que dão para a Rua Lobo da Costa, apresentam ornatos realizados em massa de estuque, representando rocalhas, folhas e zarcílhos de acanto, compoteiras e cartelas que divulgam cabeças estilizadas de leões. Estas remetem tanto ao poder econômico das casas bancárias, quanto à segurança dos negócios efetuados nas mesmas.

Os capitéis de inspiração jônica salientam figuras de deuses greco-romanos que se ligam à agricultura, ao comércio, à indústria, às artes e à sabedoria. A escolha destes ornamentos na edificação estudada não ocorreu de forma aleatória, uma vez que indica a função primeira do prédio. As riquezas econômicas pelotenses da segunda metade do século XIX e início do XX, influenciaram na escolha das representações dos deuses que compõem um expressivo conjunto decorativo.

Por se tratar de uma edificação onde as relações ligavam-se às transações financeiras, às questões éticas, de retidão, de desenvolvimento cultural e de progresso político e social fez-se necessária à presença da representação de Febo, ou Apolo, em sua fachada. Este, aparece entre as volutas portando uma tiara com a representação de âncora, aludindo à navegação, atividade de grande relevância econômica no município naquele momento.

A edificação do antigo Banco Nacional do Comércio de Pelotas integra-se ao conjunto arquitetônico pelotense correspondente ao estilo historicista eclético. As caixas murais deste edifício contam com a presença de elementos ornamentais modelados em estuque, onde é possível observar a presença de figuras diversas, sendo capazes de identificar, através de uma leitura iconográfica, inúmeras estilizações de figuras como folhas de acanto, volutas, rocalhas, ovários, grinaldas, dentículos e gavinhas. Outros ornatos como compoteiras, figuras antropomórficas, fitomórficas e zoomórficas contribuem para a beleza da composição.

Seu tipo arquitetônico foi inspirado no Banco da Inglaterra, apropriado à atividade bancária. Possui dois pavimentos e foi construído em lote de esquina, com acesso principal hierarquizado e localizado junto ao encontro das duas fachadas principais. De Estilo Eclético, adicionando várias tendências, apresenta capitéis alegóricos com figuras da mitologia greco-romana: Hermes, Apolo, Minerva, Ceres e cabeças de leões na decoração externa, mostrando a influência do Positivismo – filosofia que embasou a Velha República.

Por fim, os capitéis enumerados representam a agricultura, o comércio, a indústria, as artes e a sabedoria e, estão ligados às riquezas cultivadas nos campos pelotenses e aos empreendimentos econômicos realizados pelos estabelecimentos da zona urbana de Pelotas, cujos lucros eram depositados na casa bancária. Também estavam associados aos “elementos do futuro”, pregados pela ideologia positivista.
Fonte: BANCO NACIONAL DO COMÉRCIO: UMA ANÁLISE ICONOGRÁFICA E ICONOLÓGICA DE SEUS CAPITÉIS

Banco Nacional do Comércio - Pelotas

Igrejas

Mas, sem dúvida, a área em que mais Hrubý se destacou até o fim da vida foi a construção de importantes igrejas católicas em Porto Alegre, além de instituições católicas.

Projetou em 1914 o Colégio Bom Conselho, na Rua Ramiro Barcelos, n.º 996, instituição de ensino católica fundada em 1905.

Vista área do Colégio Bom Conselho nos anos 50.

À direita,  Colégio Bom Conselho, nos anos 50.

Colégio Bom Conselho,

Colégio Bom Conselho, anos 60, talvez.

A Igreja Sagrada Família, na Rua José do Patrocínio, n.º 954, na Cidade Baixa, teria sido de 1914 também e portanto é sua primeira igreja em Porto Alegre.

Igreja Sagrada Família (Cidade Baixa) Foto:  Igreja Sagrada Família

Igreja Sagrada Família (Cidade Baixa)  | Foto: davikr

Igreja Sagrada Família (interior) | Foto Nelson Neto

Igreja Sagrada Família (interior) | Foto Nelson Neto

Em 1916 Hrubý trabalhou em duas igrejas.
Igreja Nossa Senhora da Piedade, em estilo neocolonial, na rua R. Paraguai, 99, esquina com a R. Cabral, Bairro Rio Branco (ver localização).
A igreja parece ter sido concluída em 1919.

Igreja Nossa Senhora da Piedade | Foto: Dirceu

Igreja Nossa Senhora da Piedade | Foto: Dirceu

Cerimônia de entrega em 2008 da Igreja Nossa Senhora da Piedade, totalmente reformada

Cerimônia de entrega em 2008 da reforma da Igreja Nossa Senhora da Piedade.

Também em 1916 teve início a construção de uma das mais bonitas igrejas de Porto Alegre, a famosa  Igreja Nossa Senhora da Glória, localizada na Avenida Oscar Pereira, e que deu nome a todo o bairro e ao morro próximo, o Morro da Glória, que usualmente é chamado Morro da Polícia, ou Morro da Embratel.

A igreja tem muito destaque na paisagem, porque se encontra junto ao Largo Padre João Germano Rambo, mais elevada em relação a Av. Oscar Pereira.
greja Nossa Senhora da Glória | Foto: Omar Junior

Igreja Nossa Senhora da Glória | Foto: Omar Junior

Em 1917 Hrubý construiu a Igreja São Pedro, na Avenida Cristóvão Colombo, n.º 1629. A mais imponente edificação neogótica em Porto Alegre.

Igreja São Pedro | Foto: VanusaVasques

Igreja São Pedro | Foto: VanusaVasques

Igreja São Pedro, anos 1950-1960 | Foto Canazaro

Igreja São Pedro, anos 1950-1960 | Foto Canazaro

Igreja São Pedro | Foto: Jorge Sherer

Igreja São Pedro, 2010 | Foto: Jorge Sherer

Transcrevo a informação da Wikipedia sobre essa igreja de Hrubý:

Em 1917 a pequena capela original passou a ser Matriz do Curato de São Pedro, mas ainda era apenas um oratório de 6m de largura por 8m de comprido, com um anexo que servia como sacristia. Então a comunidade aprovou o projeto de um templo maior, de autoria de Josef Hrubý, e foram iniciadas as obras da grande igreja atual sob supervisão do mestre-de-obras Franz Rhoden. Em 4 de abril de 1919 foi celebrada a primeira missa na nave do novo templo, ainda inacabado, e em 29 de junho do mesmo ano o curato foi elevado a paróquia. Somente em 1922 o revestimento interno do prédio foi concluído pela empresa de João Vicente Friedrichs, e a parte externa, incluindo as torres, foi terminada em 1930 por Vitorino Zani. As pinturas internas só foram iniciadas em 1944, obra dos irmãos Curci.

É um edifício em estilo neogótico, imponente mas com ornamentação sóbria. Está construído sobre um pequeno pódio, e a entrada se dá através de uma escadaria. O frontispício com três séries de colunas sustentando arcos ogivais com decoração de flores e arabescos simples emoldura o vão de entrada, também em arco, delineado por florões repetidos. Sobre a porta em madeira entalhada existe um tímpano ocluso por um belo vitral, com representação de uma igreja erguida sobre uma ilha batida por ondas, com a inscrição Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja (foto) Os vitrais foram feitos por Albert Gottfrid Veit, Leopod Höpf, Joseph Veigel, Albert Joseph Georg Veit, Hans Veit e Albert Höpf (todos filhos, genros e neto), imigrantes alemães de 1913, obra da conhecida empresa Veit & Filho, de Porto Alegre, que ornamentou diversos outros templos no Rio Grande do Sul (vitrais na Igreja São Pedro).

Altar lateral e parte da capela-mor (2007) | Foto: Ricardo André Frantz

Altar lateral e parte da capela-mor (2007) | Foto: Ricardo André Frantz

Arrematando o frontispício, um triângulo com delgados pináculos nos vértices. Acima e um tanto atrás se eleva outro arco ogival, já mais rico de espinhas e florões, terminando em pináculo, com um grande óculo ovalado com uma rosácea redonda de oito lobos em seu interior. Acima do conjunto um frontão com empenas retas e espinhas simples, terminando em uma cruz. (FONTE: WIKIPEDIA)

Segundo Lucas Volpatto, aproximadamente após os anos 70, muitas igrejas perderam algumas características originais, no caso da Igreja São Pedro houve também alterações, os altares laterais, por exemplo, são novos.

Finalmente, Hrubý teve uma decisiva participação na construção da Catedral Metropolitana de Porto Alegre. No início do  século XX foi realizado um concurso para escolher o projeto da futura catedral de Porto Alegre, já que a Igreja da Matriz, uma bela igreja colonial, era considerada já pequena para a cidade, no início do século. Infelizmente se decidiu erguer a futura catedral no mesmo local da antiga igreja, a área de mais prestígio na cidade, em frente a Praça da Matriz, onde se localizam os poderes da República.

O vencedor do concurso foi o arquiteto espanhol Jesús Corona, pai do famoso arquiteto Fernando Corona. No entanto, depois de dois anos trabalhando no projeto, se desentendeu com o bispo e foi despedido, sendo escolhido um projeto de um arquiteto em Roma para a nova catedral, Giovanni Battista Giovenale. A pedra fundamental do novo templo foi lançada a 7 de agosto de 1921, sendo a cripta inaugurada em 20 de março de 1929, para onde foram transferidos os serviços religiosos, possibilitando a demolição final da velha construção e a continuidade das novas obras. Somente cerca de vinte anos depois é que as celebrações puderam deixar a cripta e serem realizadas na nave da catedral.

Giovenale, no entanto, nunca veio a Porto Alegre, apenas enviou o projeto da futura catedral por correio. Era necessário, portanto, que um profissional aqui em Porto Alegre fosse o responsável por erguer a catedral a partir do projeto do italiano e foi escolhido Josef Hrubý para esta tarefa, tendo deixado as obras da Igreja de São Pedro sob supervisão do mestre-de-obras Franz Rhoden, para se dedicar à catedral, e se dedicou a ela até o final de sua vida, quando faleceu em data desconhecida.

Günter Weimer afirma o trabalho de Giovenale se limitou a uma revisão sumária, usando largamente o projeto apresentado por Wiederspahn, e entregando a maior parte do trabalho técnico para o checo Josef Hrubý, mas que Hrubý teria também desenvolvido o projeto. É uma questão aberta exatamente o quanto Hrubý pode ter contribuído para o projeto da nossa catedral, além de ter sido o responsável por sua construção.

Catedral Metropolitana de Porto Alegre | Foto: Elio Abe

Catedral Metropolitana de Porto Alegre | Foto: Elio Abe

Arquivo Público & Ateliê da Oca: Educação Patrimonial | 100 Anos do Monumento a Julio de Castilhos

UrbsNova Porto Alegre | Barcelona

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Apoio

Viva o Centro a Pé | Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) | Museu Júlio de Castilhos | Memorial do Palácio do Ministério Público | Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) | Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul / Solar dos CâmaraMemorial do Palácio da Justiça Museu de Porto Alegre Joaquim José FelizardoMuseu da Comunicação Hipólito José da Costa | Secretaria Municipal do Meio Ambiente | Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHERS)

Organização

UrbsNova Porto Alegre – Barcelona | Agência de Inovação Social
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Arquivo Público & Ateliê da Oca: Educação Patrimonial

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, juntamente com o Ateliê da Oca – Atelier e Escola de Artes organizou  uma atividade de educação patrimonial, com o apoio do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS), que cedeu especialmente a Sala Borges de Medeiros para essa finalidade, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Crianças com idade aproximada entre 7 e 14 anos foram convidadas a ir ao Arquivo Público, onde viram fotos dos detalhes do monumento e conheceram um pouco de sua simbologia.
Foi uma atividade preparatória para o evento Criança Faz Arte na Praça, em seguida, onde as crianças foram incentivadas a desenhar e pintar, se inspirando no monumento a Julio de Castilhos, que tinham em frente, na Praça da Matriz.

Programação no Arquivo Público

Dia 25 de janeiro de 2013

– 17:30-18:00: atividades de educação patrimonial com crianças no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS).
Local: Sala Borges de Medeiro, Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS)
Organiza: Ateliê da Oca – Atelier e Escola de Artes
Organizou as atividades, pelo Ateliê da Oca, Anelore Schumann
Trabalhou como voluntária, pela UrbsNova, Emilia Xavier Londero

Fotos da atividade na Sala Borges de Medeiros 

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Descendo as escadarias do Arquivo Público com as crianças e seus pais. Foto:

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Entrando no Prédio II do Arquivo Público

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Na Sala Borges de Medeiros, onde as crianças viram fotos do Monumento a Júlio de Castilhos. Foto:

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Sala Borges de Medeiros. Foto:

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Sala Borges de Medeiros | Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

Fotos do Monumento a Julio de Castilhos

Fotos do Monumento a Julio de Castilhos | Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

Museu Julio de Castilhos: Palestra | 100 Anos do Monumento a Julio de Castilhos

UrbsNova Porto Alegre | Barcelona

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Apoio

Viva o Centro a Pé | Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) | Museu Júlio de Castilhos | Memorial do Palácio do Ministério Público | Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) | Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul / Solar dos CâmaraMemorial do Palácio da Justiça Museu de Porto Alegre Joaquim José FelizardoMuseu da Comunicação Hipólito José da Costa | Secretaria Municipal do Meio Ambiente | Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHERS)

Organização

UrbsNova Porto Alegre – Barcelona | Agência de Inovação Social
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Museu Julio de Castilhos: Palestra sobre Julio de Castilhos

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, juntamente com o  Museu Júlio de Castilhos, organizou  uma palestra para contextualizar historicamente a figura de Julio de Castilhos, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Programação no Museu Julio de Castilhos

Dia 25 de janeiro de 2013

17:30 Palestra “Julio de Castilho e seu Contexto Histórico”, por Gabriel Castello Costa, historiador do Museu Julio de Castilhos (site oficial)
Local: Auditório do Museu Julio de Castilho. Rua Duque de Caxias, 1205.
Aproveite e chegue antes para conhecer o espaço dedicado a Julio de Castilhos no Museu.

Matéria no blog do Museu Julio de Castilhos sobre a palestra

Museu Julio de Castilhos no Facebook

Imagem do Museu em homenagem aos 100 Anos do Monumento

Fotos da palestra no auditório do museu.
Fotos de Gabriela Konrad, historiadora  do MJC.
O busto de Julio de Castilhos foi colocado no auditório especialmente para a palestra.

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Casa que pertenceu a Julio de Castilhos, tranformada no Museu Julio de Castilhos após sua morte. O ano de 2013 marca também os 110 Anos do Museu Julio de Castilhos.

Quarto de Julio de Castilhos no museu

Quarto de Julio de Castilhos

Quarto de Julio de Castilhos

Divulgação

Divulgação da palestra no Blog anacarolinapontolivre (24/01/2013)

Divulgação da palestra no site Feest

Divulgação no site Jus Brasil

Divulgação da palestra em Zero-Hora Online (25/01/2013)

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Divulgação da palestra no site Porto Alegre Trevel   (clique na imagem para ler)

Matéria no site Porto Alegre Travel, da Sec. de Turismo

Matéria no site Porto Alegre Travel, da Sec. de Turismo