Arquivo da categoria: Floresta

Fotos SESC Turismo no Distrito C (04 de agosto de 2015)

topoteste1Parceria entre SESC Turismo e UrbsNova promove a visita de comerciários do interior do Estado para conhecer o Distrito Criativo de Porto Alegre. Conhece a iniciativa.

Apresentamos abaixo as fotos da terceira visita do SESC ao Distrito C, que aconteceu no dia 08 de outubro de 2015, com comerciários de Livramento.

Saída do SESC Campestre

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Igreja São Pedro, de j. Hruby

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Studio Insonia, recebidos pelo artista Victor Hugo Nievas

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Mural de Victor Hugo Nievas, na rua Visconde de Rio Branco.

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Galeria Bolsa de Arte

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Antiquário La Casa de Bernarda Alba
recebidos por Carmen Isabel Andreola e Cristovão Araújo Teixeira

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Padaria e Confeitaria Dalmás

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Casa 533
recebidos por Mônica Fachin.

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Naida Gomes Artes e Antiguidades
recebidos por Naida Gomes.

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Garimpo Móveis & objetos de arte
recebidos por Elizabeth Schmidt.

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Caminhando pela rua Emancipação,  em direção ao Vila Flores (antigo Moinho Germani, ao fundo)

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Vila Flores
Recebidos por João Wallig

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Estúdio Hybrido
Recebidos por Marcelo Monteiro e Vanessa Berg

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Brechó Vuelta al Mundo
recebidos por Luana de Brito.

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Ato Espelhado Companhia Teatral
recebidos por  Pati Ragazzon.
(para entrar no espaço era necessário tirar os sapatos)

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Caixa do Elefante
recebidos por Mario de Ballentti

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Fotos SESC Turismo no Distrito C (27 de julho de 2015)

topoteste1Parceria entre SESC Turismo e UrbsNova promove a visita de comerciários do interior do Estado para conhecer o Distrito Criativo de Porto Alegre. Conhece a iniciativa.

Apresentamos abaixo as fotos da segunda visita do SESC ao Distrito C, que aconteceu no dia 27 de julho de 2015

Saída do SESC Campestre

Foto 28-07-15 13 37 00Foto 28-07-15 13 36 32

Studio Q
recebidos por Tassi Bergamo Krampe

Foto 28-07-15 14 26 12 Foto 28-07-15 14 31 14 Foto 28-07-15 14 32 10 Foto 28-07-15 14 32 59 Foto 28-07-15 14 33 07 Foto 28-07-15 14 33 51 Foto 28-07-15 14 35 36 Foto 28-07-15 14 35 57 Foto 28-07-15 14 36 09 Foto 28-07-15 14 38 59

Ofício Criativo (Farmácia Belladona)
recebidos por Margret Spohr e Fátima Marimon

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Igreja São Pedro, de j. Hruby

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Caminhando pela r. Visconde de Rio Branco, para a Galeria Bolsa de Arte.
Grafitti de Victor Nievas, do Studio Insonia, participante do Distrito C

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Galeria Bolsa de Arte
recebidos por Bernardo Kroeff

Foto 28-07-15 15 26 18 Foto 28-07-15 15 26 42      Foto 28-07-15 15 27 39 Foto 28-07-15 15 27 44 Foto 28-07-15 15 27 51      Foto 28-07-15 15 27 58 Foto 28-07-15 15 28 06 Foto 28-07-15 15 28 26     Foto 28-07-15 15 29 19 Foto 28-07-15 15 29 32 Foto 28-07-15 15 29 39 Foto 28-07-15 15 29 53 Foto 28-07-15 15 34 11     Foto 28-07-15 15 34 20 Foto 28-07-15 15 34 43 Foto 28-07-15 15 37 03   Foto 28-07-15 15 37 07 Foto 28-07-15 15 37 30 Foto 28-07-15 15 37 42 Foto 28-07-15 15 38 17 Foto 28-07-15 15 38 31     Foto 28-07-15 15 38 38 Foto 28-07-15 15 38 42 Foto 28-07-15 15 40 12 Foto 28-07-15 15 40 17 Foto 28-07-15 15 40 22

Antiquário La Casa de Bernarda Alba
recebidos por Carmen Isabel Andreola

Foto 28-07-15 15 53 24Foto 28-07-15 15 45 19 Foto 28-07-15 15 45 30 Foto 28-07-15 15 49 23 Foto 28-07-15 15 49 33 Foto 28-07-15 15 49 58 Foto 28-07-15 15 50 16 Foto 28-07-15 15 50 53 Foto 28-07-15 15 51 02 Foto 28-07-15 15 51 17 Foto 28-07-15 15 51 40

Caminhando pela rua Conde de Porto Alegre, fundos da empresa Gerdau, projeto do arquiteto Tiago Bernardes, em direção à Padaria Dalmás.

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Padaria e Confeitaria Dalmás
recebidos por Gisele Dalmás.

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Vila Flores

Brechó Vuelta al Mundo
recebidos por Luana de Brito.

Foto 28-07-15 16 58 33 Foto 28-07-15 16 59 42 Foto 28-07-15 17 00 09 Foto 28-07-15 17 01 11 Foto 28-07-15 17 02 14 Foto 28-07-15 17 02 17

Ato Espelhado Companhia Teatral
recebidos por  Pati Ragazzon.
(para entrar no espaço era necessário tirar os sapatos)

Foto 28-07-15 16 51 32 Foto 28-07-15 16 51 48

Foto 28-07-15 16 52 34

Estúdio Hybrido
Recebidos por Marcelo Monteiro

Foto 28-07-15 16 42 52 Foto 28-07-15 16 42 54 Foto 28-07-15 16 43 02 Foto 28-07-15 16 43 19

Fotos SESC Turismo no Distrito C (07 de jul de 2015)

topoteste1Parceria entre SESC Turismo e UrbsNova promove a visita de comerciários do interior do Estado para conhecer o Distrito Criativo de Porto Alegre. Conhece a iniciativa.

Apresentamos abaixo as fotos da primeira visita do SESC ao Distrito C, que aconteceu no dia 7 de julho de 2015

Ofício Criativo (Farmácia Belladona)
recebidos por Margret Spohr

1 2 2b 5 6 20150707_141453 20150707_141520 20150707_141650 20150707_141813Caminhando pela rua Félix da Cunha, para a Igreja São Pedro.

20150707_142729Igreja São Pedro, de j. Hruby

20150707_143520 20150707_143741 20150707_143756 20150707_143857 20150707_143915 20150707_144233

Studio Insonia
recebidos por Victor Hugo Farias Nievas.

20150707_145221 20150707_145307  20150707_145314 20150707_145330 20150707_145409 20150707_145528 20150707_145546 20150707_145645 20150707_145715 20150707_145750 20150707_145838 20150707_145901

Caminhando pela r. Visconde de Rio Branco, para a Galeria Bolsa de Arte.

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Grafite de Victor Hugo Farias Nievas, do Studio Insonia

20150707_150509Galeria Bolsa de Arte
recebidos por Bernardo Kroeff

20150707_150653 20150707_150940 20150707_150947 20150707_151005 20150707_151032 20150707_151036 20150707_151103 20150707_151111 20150707_151141 20150707_151846 20150707_151149 20150707_151838  20150707_15191220150707_151859  20150707_152302 20150707_152351 20150707_152405 20150707_152410 20150707_152538 20150707_152819

Caminhando pela r. Visconde de Rio Branco, em direção a La Casa de Bernarda Alba.

20150707_153020Antiquário La Casa de Bernarda Alba
recebidos por Carmen Isabel Andreola20150707_154255

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20150707_15341420150707_153551      20150707_15355420150707_153612     20150707_15363320150707_15363820150707_153807     20150707_15371320150707_15392320150707_153928    20150707_154021

Caminhando pela rua Conde de Porto Alegre, fundos da empresa Gerdau, em direção à Padaria Dalmás.

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Padaria e Confeitaria Dalmás
recebidos por Gisele Dalmás.

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Saída do ônibus para a segunda parte da visita ao Distrito C

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Atelier Wolkmer
recebidos por Clóvis Wolkmer.

20150707_16172620150707_161646 20150707_161624 20150707_161651 20150707_161631   20150707_16202420150707_16203620150707_162320  20150707_162132 20150707_162202

Casa 533
recebidos por Mônica Fachin.

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Naida Gomes Artes e Antiguidades
recebidos por Naida Gomes.

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Pela rua Câncio Gomes, em direção à Loja Garimpo.

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Garimpo Móveis & objetos de arte
recebidos por Elizabeth Schmidt.

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Caminhando pela rua Sete de Abril  em direção ao Vila Flores (antigo Moinho Germani, ao fundo)

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Vila Flores

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Brechó Vuelta al Mundo
recebidos por Luana de Brito.

20150707_17235420150707_17232420150707_17233420150707_172538     20150707_17254920150707_172556  20150707_17264120150707_172721

Caixa do Elefante
recebidos por Mario de Ballentti e Viviana Kreitchmann.

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Ato Espelhado Companhia Teatral
recebidos por Cícero Neves e Pati Ragazzon.
(para entrar no espaço era necessário tirar os sapatos)

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Fotos: WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”

UrbsNova participou no workshop realizado pela UniRitter em parceria com Mackenzie/SP, com organização da Prof. Arq. Luciana Fonseca (UniRitter) e Carlos Andrés Hernández Arriagada (Mackenzie). Levamos o grupo de participantes por uma caminhada pelo 4º Distrito, no dia 23 de setembro, onde se localiza um dos nossos projetos, o Distrito Criativo:
“Campo a fora: do sul ao norte do 4º Distrito”: Campo guiado com Jorge Piqué. (manhã e tarde)

Veja abaixo as informações sobre o workshop, que contou também com monitores da FAU Mackenzie/SP, e as fotos de algumas das atividades que participamos.

WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”
www.estrategiasprojetuais.com
Extensão – 40 horas
UNIRITTER + FAU MACKENZIE

O Workshop que ocorre de 20 a 27 de setembro, no campus UniRitter Porto Alegre, irá gerar propostas com ênfase às definições projetuais de volumetrias e/ou morfologia urbana.
As equipes de alunos da FAU Mackenzie e UniRitter irão trabalhar sobre uma base de decisões estratégicas de planejamento, isto é, sobre um cenário previamente construído. Estão previstas atividades externas, e em ateliê.

projetos

Corpo docente:
FAU Maczenzie: Professores Luiz Guilherme Rivera de Castro, Carlos Arriagada e Paula Jorge.
UniRitter: Professores Luciana Marson Fonseca, Daniele Caron e Artur Wilkoszynski.
Palestrantes convidados UniRitter: Professores Maturino Luz, Jânerson Coelho e Marcos Almeida.
Palestrantes externos convidados: Jorge Piqué (UrbsNova / Distrito Criativo)  e Arq. Pedro Xavier – Metroplan, PAC mobilidade 4º Distrito.
Professores convidados: Custodio Bolcatto (IPHAN) e Eclea Mullich (GPIT – Grupo de pesquisa Identidade Território – PROPUR/UFRGS)

Laboratório de Estratégias Projetuais (site do prof. Carlos Arriagada)

O workshop era aberto a todos, não apenas a alunos e profissionais de arquitetura.

PROGRAMA (CLIQUE PARA AMPLIAR)

programacao

Fotos do Workshop

Passeio de Barco pelo Guaíba
20 de setembro de 2014 (manhã)
Fotos:  Altair Nobre

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

Workshop Unirriter Passeio pelo Guaiba

CC100: PalestraEvolução Histórica do 4º Distrito
20 de setembro de 2014 (tarde)
Prof. Arq. Maturino Luz 

fachada

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 Visita ao 4º Distrito
23 de setembro (manhã)

Visita à Rossi-Fiateci

Moinho Chaves

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Almoço na Cantina Famiglia Facin
23 de setembro (meio-dia)

Cantina Famiglia Facin

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Painel e Discussões
26 de setembro (tarde)

Foto coletiva

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WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”

UrbsNova participará no workshop realizado pela Unirriter em parceria com Mackenzie/SP, com organização da Prof. Arq. Luciana Fonseca. Levaremos o grupo de participantes por uma caminhada pelo 4º Distrito, no dia 23 de setembro, incluindo um dos nossos projetos, o Distrito Criativo:
“Campo a fora: do sul ao norte do 4º Distrito”: Campo guiado com Jorge Piqué. (manhã e tarde)

Veja abaixo as informações sobre o workshop, que contará com os alunos da FAU Mackenzie/SP, que virão a Porto Alegre especialmente para isso.

WORKSHOP “ESTRATÉGIAS PROJETUAIS NO 4º DISTRITO”
www.estrategiasprojetuais.com
Extensão – 40 horas
UNIRITTER + FAU MACKENZIE

O Workshop que ocorre de 20 a 27 de setembro, no campus UniRitter Porto Alegre, irá gerar propostas com ênfase às definições projetuais de volumetrias e/ou morfologia urbana.
As equipes de alunos da FAU Mackenzie e UniRitter irão trabalhar sobre uma base de decisões estratégicas de planejamento, isto é, sobre um cenário previamente construído. Estão previstas atividades externas, e em ateliê.

projetos

Corpo docente:
FAU Maczenzie: Professores Luiz Guilherme Rivera de Castro, Carlos Arriagada e Paula Jorge.
UniRitter: Professores Luciana Marson Fonseca, Daniele Caron e Artur Wilkoszynski.
Palestrantes convidados UniRitter: Professores Maturino Luz, Jânerson Coelho e Marcos Almeida.
Palestrantes externos convidados: Jorge Piqué (UrbsNova / Distrito Criativo)  e Arq. Pedro Xavier – Metroplan, PAC mobilidade 4º Distrito.
Professores convidados: Custodio Bolcatto (IPHAN) e Eclea Mullich (GPIT – Grupo de pesquisa Identidade Território – PROPUR/UFRGS)

O workshop é aberto a todos, não apenas a alunos e profissionais de arquitetura.

PROGRAMA (CLIQUE PARA AMPLIAR)

programacao

Inscreva-­se no link:
https://inscricoes.uniritter.edu.br/inscricaoEventos.php?idEvento=2897&idFormulario=2&sequencePage=inscrever

Alguns dos locais que visitaremos no passeio organizado pela UrbsNova:

CC100

fachada

Famiglia Facin

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Vila Flores

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Vila Flores

 Moinho Germani

Moinho Germani

Moinho Chaves

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Moinho Chaves

Visita da UNIVATES ao Distrito Criativo e ao 4º Distrito

Visita da Univates ao Distrito Criativo

Foto Lúcia C. Melchiors.

Sábado, dia 30 de agosto de 2014, levamos uma turma de aproximadamente 30 alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, da UNIVATES de Lajeado, pelo Distrito Criativo, um projeto da UrbsNova, e por parte do 4º Distrito. O visita foi organizada pelo prof. César Bernardes Wagner, que realiza com os alunos da disciplina Projeto Urbano II, um trabalho na área do 4º Distrito de Porto Alegre.

O 4º Distrito é uma ampla zona ao norte da cidade, com aproximadamente 1.000 ha.
Foi no início do séc. XX a principal zona industrial da cidade.

Quarto Distrito e Distrito Criativo

O Distrito Criativo é um projeto que reúne 67 artistas e empreendedores de economia criativa, do conhecimento e da experiência, principalmente  em uma parte do bairro Floresta, mas não só. Tem aproximadamente 80 ha.

Trajeto a pé e de ônibus

A visita começou às 10hs no CC100 (ponto amarelo no mapa abaixo) e fizemos um percurso a pé pelo Distrito Criativo e pelo 4º Distrito (linha laranja).
No Moinho Chaves, tomamos um micro-ônibus que foi pela Av. Voluntários da Pátria, no sentido norte, tomando à direita a Av. Sertório, retornando pela Av. Roosevelt e novamente pela Av. Voluntários, mas no sentido sul, até o Centro, concluindo o passeio por volta das 13:30.
Às 15hs os participantes retornaram ao CC100 para uma visita mais completa.

Veja o trajeto completo no Google Maps

Fotos da Visita

Ponto de Partida: CC100
Nos reunimos em frente ao CC100 para iniciar a caminhada pelo Distrito C, do qual o CC100 também faz parte. Quem recebeu o grupo foi Auber Césaro, proprietário. A tarde o grupo voltou ao CC100 (ver fotos abaixo).

Visita Univates ao Distrito C & 4 Distrito | CC100

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita Univates ao Distrito C & 4 Distrito | CC100

Foto Jorge Piqué.

Visita Univates ao Distrito C & 4 Distrito | CC100

Foto Jorge Piqué.

Visita Univates ao Distrito C & 4 Distrito | CC100

Foto Jorge Piqué.

Visita Univates ao Distrito C & 4 Distrito | CC100

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita à Cantina Famiglia Facin
A cantina é um dos participantes do Distrito Criativo e se localiza nos subterrâneos da chaminé da antiga Cervejaria Continental, hoje parte do Shopping Total.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cantina Famiglia Facin

Foto Lúcia C. Melchiors.

 Vista a antiga Cervejaria Bopp, de 1911-14, projeto de Theo Wiederspahn.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Cervejaria Bopp

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita ao Vila Flores
O Vila Flores, participa também do Distrito Criativo. São dois prédios de 3 andares, projeto original do importante arquiteto Josep Lutzenberger, de 1928. Um dos primeiros prédios de apartamentos da cidade. Hoje é o espaço de um projeto de revitalização e economia criativa, o Vila Flores. João Wallig, proprietário do Vila Flores, apresentou o projeto.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Vila Flores

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Vila Flores

Foto Jorge Piqué.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Vila Flores

Foto Jorge Piqué.

Tempero Rosa
Passamos pelo Tempero Rosa, que participa também do Distrito C, e é um bar e restaurante muito frequentado por arquitetos em Porto Alegre.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Tempero Rosa

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita ao 4º Distrito
No 4º Distrito foram visitadas as avenidas Roosevelt, São Pedro, Polônia, Sertório, Voluntários da Pátria e Farrapos.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | Moinho Chaves

Moinho Chaves, de Theo Wiederspahn, projetado em 1919 e inaugurado em 1921. Foto Jorge Piqué

Retorno ao CC100
À tarde houve uma apresentação do projeto, realizada por Auber Césaro, no MULTIESPAÇO A, do CC100, um espaço para  workshops, reuniões, palestras, cursos, aulas, etc.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | CC100

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | CC100

Foto Lúcia C. Melchiors.

Visita da Univates ao Distrito C & 4º Distrito | CC100

Foto Lúcia C. Melchiors.

Praça Florida e atual Escola Municipal Meu Amiguinho

Pracinha Florida, uma história de convívio no bairro Floresta

Seria preciso fazer uma história dos espaços – que seria
ao mesmo tempo uma história dos poderes – que estudasse
desde as estratégias da geopolítica até as nossas
pequenas táticas do habitat, da arquitetura institucional,
da sala de aula ou da organização hospitalar, passando
pelas implantações econômico-politicas. […]
A fixação espacial é uma forma econômica-política
que deve ser detalhadamente estudada.
(FOUCAULT, O olho do poder. In: Microfísica do poder. 2002, p. 212).

Praça Bartolomeu de Gusmão (a tradicional Praça Florida)

Esse post foi criado em seu momento para dar mais informações aos participantes da Expedição Floresta 1. Agora faz parte da coleção de documentos sobre o Distrito Criativo de Porto Alegre.

Baseado neste post de UrbsNova, ZH Moinhos fez uma grande matéria sobre a Praça Florida:

ZH Moinhos - O Passado de Ouro da Florida

ZH Moinhos – O Passado de Ouro da Florida (clique na imagem para ampliar)

Quando andamos ao longo da R. São Carlos, rua tradicional do bairro Floresta, chegamos a uma praça, pequena, uma pracinha, na verdade. Uma pequena porção de espaço público, entre a tranquila R. São Carlos e a movimentada Av. Farrapos, que provavelmente nem nota a sua existência. Não estranha, pois este lado da praça se encontra degradado, muito sujo e não poucas vezes ocupado por moradores de rua, apesar de cercado.

Praça Florida
Localização no Google Maps

Do lado da São Carlos, em contraste, temos uma jovem escola municipal infantil, a Escola Municipal de Educação Infantil Meu Amiguinho, criada em 1980, com seus tijolos expostos e seus brinquedos infantis. A escola também está cercada, infelizmente, única maneira de proteger o patrimônio público.

Esta é a única praça do bairro Floresta. Existe outra, pelo menos com nome de praça, a Praça Monsenhor Emílio Lottermann, onde se encontra a Igreja São Pedro, na Cristóvão Colombo,  a maior igreja neogótica que temos na cidade, projeto do checo Josep Hrubý, mas não poderíamos mais chamar esse espaço de verdadeira praça. Outra pequena praça está na confluência da Av. Cristóvão Colombo, com Benjamim Constant e Quintino Bocaiuva.

O nome oficial da pracinha na São Carlos é Praça Bartolomeu de Gusmão, mas todos na vizinhança a conhecem por Praça Florida. Desde 1896 aparece com esse nome tradicional nos mapas da cidade. Foi o nome dado de forma espontânea pela população, inspirado pelo jardim natural que existia ali, último sobrevivente do processo de urbanização que afetou o então arraial Navegantes e a região entre ele e o Centro da Cidade.

Observando a intensa urbanização que encontramos no bairro Floresta e a escassez de espaços verdes nessa extensa região da cidade, é difícil acreditar que desde o início da cidade toda essa área ao longo da orla do Guaíba apresentava uma vegetação exuberante. Antes da urbanização e industrialização de início do séc. XX, havia ali muitas chácaras e extensas áreas verdes, que chamavam a atenção dos estrangeiros que visitavam a cidade, local de bucólicos passeios.

A Praça Florida foi, portanto, esse pequeno oásis que sobreviveu do passado mais remoto da região verde ao norte da cidade, margeando o Caminho Novo, hoje Av. Voluntários da Pátria, na orla do Guaíba (os aterros posteriores afastaram a orla). Naturalmente esse espaço de vegetação tornou-se um ponto de encontro da vizinhança do bairro no início do séc. XX.

Aquarela de Debret intitulada Paranaguá. Porém trata se de um equivoco do autor, a paisagem/panorama é de Porto Alegre . BANDEIRA, 2008.Debret e o Brasil 1816-1831 No canto esquerdo está o Caminho Novo (atual Vol.da Pátria).
Imagem acima: Aquarela de Debret intitulada Paranaguá. Porém trata-se de um equivoco do autor, o panorama seria de Porto Alegre . BANDEIRA, 2008. Debret e o Brasil 1816-1831
No canto esquerdo está o Caminho Novo (atual Voluntários da Pátria), onde se pode ver a exuberância da vegetação que cobria muitas chácaras na região, mas que foi totalmente urbanizada posteriormente.

O ano de 1927 parece ser o início da modernização da praça e do seu entorno. Segundo o Jornal A Federação, em 1927 foi realizado o calçamento com pedras irregulares (pedra portuguesa) da Praça Florida, e ruas em volta, como São Carlos e Voluntários da Pátria (a Av. Farrapos ainda não existia). No mesmo ano foi realizada a canalização na rua, com alvenaria de pedra e com cimento moldado.

Neste mesmo ano inicia em Porto Alegre um importante projeto de promoção do esporte e da atividade física para crianças e jovens.  Foi criada a primeira praça de educação física e esporte para a recreação pública, o primeiro “Jardim de Recreio”, no “Alto da Bronze” (hoje praça General Osório). A partir desta experiência bem sucedida, aparelharam-se outras praças que ganharam canchas de esporte, recantos infantis, jardins de infância e bibliotecas. Estes locais foram a Praça Florida, Praça Pinheiro Machado, Praça Garibaldi, Praça José Montaury e Praça Jaime Teles.

O prefeito Otávio Rocha, em 1927 aproveitou  esse jardim natural que existia no Floresta e o transformou em um centro de atividades esportivas e culturais, a Praça de Desportos Florida. Foi construído na praça um pequeno pavilhão, onde os moradores do bairro podiam se reunir para jogar xadrez ou damas. Na parte externa, foram demarcadas canchas de vôlei e basquete (“cestobol”) em chão batido. Posteriormente foram instalados equipamentos de ginástica e lazer, balanços, argolas, barras, passo de gigante, escorregadores, gangorras.  O prefeito se orgulhava dessa obra, já que deu destaque a ela em seu relatório de fim de mandato, em 1928.

Se anteriormente a praça já atraia a vizinhança para desfrutar de seu espaço natural aprazível, a partir do final dos anos 20 a praça se torna em um centro de convívio organizado em torno da recreação e do esporte. Sem dúvida, a contrapartida do processo de industrialização foi o desenvolvimento de locais públicos e privados onde as pessoas poderiam ter lazer, recreação e esporte fora de suas casas. Houve, em consequência,  um aumento da interação social entre os vizinhos, de forma paralela a como fábricas e sindicados aumentavam na mesma época a interação entre trabalhadores.

A ocupação da praça remodelada era muito grande como se vê na foto abaixo, onde o Volley Ball já era praticado “em ternos e saias” na Praça Florida, nos anos 20.

Praça Florida, após 1927, com a instalação das quadras de vôlei.

Acervo CEME/ESEF/UFRGS

Como consequência da criação de espaços públicos para práticas esportivas nas praças  de Porto Alegre, nos anos 20, e as melhorias instauradas para promover a sociabilidade e o lazer da população, foram criadas novas associações esportivas, os clubs das praças. Esses clubes tinham suas equipes que os representavam em competições municipais interpraças. A rivalidade era muito grande e o principal rival da Praça Florida era justamente o primeiro jardim de recreio criado em Porto Alegre, no centro, na Praça Gal. Osório, especialmente no basquete. Mas esses clubs não se dedicavam apenas à competição esportiva formal, desenvolviam também festas, atividades culturais e recreativas para os moradores do entorno. A Praça Florida era o verdadeiro coração social, que atraia a participação e a colaboração dos habitantes do bairro.

Se formaram os seguintes clubs na Praça Florida:  Atléthico Flamengo, Bataclan Volley-ball Club, Florida Volley-ball Club, Jahú Volley-ball Club e Esportivo Sul América (existem referências a outros times de vôlei da Praça Florida, como o Juvenil e o Independente). Não havia clubes ou times de futebol.

bataclanUm dos clubs famosos da Praça Florida foi o Bataclan Volley-Ball Club, iniciado em  1927 na Praça de Sports Florida. As atividades previstas eram as seguintes, para termos uma ideia de como funcionavam estes clubes em torno da atividade física, mas que envolvia muitas brincadeiras também:

Categoria de menores (meninos e meninas): corrida em 75 metros, capitão soldado ladrão, corrida com pneus, jogo das batatas, círculo, salto em distância, cabo de guerra.
Categoria dos rapazes: corrida em 100 metros, corrida em saco, lançamento da bola, corrida de três pernas, corrida de obstáculos, torneio de volley-ball.
Categoria das senhoritas: corrida da agulha e corrida da vela.

Abaixo, o registro da organização interna do Bataclan Volley-Ball Club. Esses clubs não tinham sede, a sede era a própria praça pública, diferentemente dos grandes clubes com sede própria em Porto Alegre.

Diretoria do Bataclan

Diretoria do Bataclan em 1927-28.

Não temos informações do motivo de um time de vôlei em Porto Alegre nos anos 20 adotar o nome de Bataclan … mas a pergunta é inevitável. Quem sabe exista uma razão e por isso cabe uma pequena digressão sobre fatos que aconteciam no Brasil na mesma época e tinham destaque nos jornais gaúchos.  O verdadeiro Bataclan foi uma  famosa sala de espetáculos de Paris, construída em 1864, na forma de uma pagode chinês. Era um grande café-teatro, onde se apresentavam os espetáculos de music-hall.

Por seu sucesso, o teatro criou uma companhia itinerante que embarcou em uma grande turnê pela América do Sul, nos anos 20. Em 1920 chegaram a Buenos Aires e em 1922 desembarcou no Rio de Janeiro a famosa companhia de revistas francesa Bataclan, dirigida por Mme. Rasimi, com cenários luxuosos, coristas sedutoras seminuas, tendo a frente a famosa vedete Mistinguett. A companhia se apresentou também em São Paulo, Salvador e Recife. A companhia Bataclan com suas coristas e vedetes introduziu um novo padrão de beleza feminina no Brasil, a  moda, agora no séc. XX era a mulher esbelta… Quem sabe havia um certo humor na escolha desse nome para um clube de vôlei, já que o esporte desenvolvia também esse novo padrão de beleza.

O impacto do Bataclan parisiense no Brasil foi muito grande. Nos anos 20, havia também em Ilhéus o famoso cabaré Bataclan, que aparece na obra de Jorge Amado. Além disso, mais tarde, na década de 1940, resolveu morar em Porto Alegre e tornar-se um personagem famoso da cidade o famoso Bataclan, muitos devem lembrar, um homem negro que vestindo terno, gravata e cartola, andava pelo Centro propagandeando lojas, bares, bebidas, sabões e colchões, entre muitos outros produtos até os anos 80. Como havia também nos anos 20 a Companhia Bataclan Negra, talvez o nosso Bataclan local tivesse se apropriado do seu nome e da sua fama.

Voltando a atividade recreativa e social desenvolvida na Praça Florida, recuperamos uma nota do Jornal A Federação sobre o Natal das crianças Pobres, de 1927, na Praça Florida, que nos dá uma ideia da importância dessa atividade, que reunia os vizinhos em ações beneficentes. As crianças favorecidas eram as que frequentavam o jardim de recreio municipal da praça.

Natal de 27

Não só no Natal, mas também no São João e em datas cívicas, sempre havia festas nas praças de recreio. As famílias se envolviam na organização, participando de comissões, como se observa na nota do jornal, cuidando da vida lúdica do seu bairro. Essas festas tinham caráter local, mas às vezes iam além, tendo impacto em toda a cidade. No São João de 1932, os rapazes de cada um dos Jardins de Recreio foram responsáveis por uma “original celebração”, cada grupo acenderia uma fogueira no alto de um morro de Porto Alegre, que eram Glória, Santana, e da Polícia (2). O Jardim n.º 3, da Praça Florida foi escalado para o Morro de Sapucaya (na atual cidade de Sapucaia?). A Rádio Gaúcha, fundada em 1927, transmitia o evento e deu o sinal para as fogueiras serem acendidas ao mesmo tempo, criando um espetáculo que toda a cidade assistia.

O esporte preferido dos usuários da Praça Florida era o basquetebol. A praça possuía uma quadra de areião, A grande rivalidade no basquete era entre  a Praça Florida e a Praça Gal. Osório, no Alto da Bronze. Em segundo lugar, na preferência, mas com grande interesse também, estava o voleibol. Era uma época de total amadorismo, os jogadores dos clubes de praças não só não recebiam salário ou ajudas, mas pagavam os custos, como os uniformes.

clube de basquete

Em 1988 o jornalista Dante D´Angelo relembrava sua infância nos anos 30 na praça Florida, em matéria do Jornal do Comércio, depois publicada em seu livro No Banco do Jardim:

Lembranças do jornalista Dante D´Angelo da Praça Florida, no livro No Banco do Jardim.

Lembranças do jornalista Dante D´Angelo da Praça Florida, no livro No Banco do Jardim.

Em 1935 houve um grande torneio feminino de voleibol, que saiu com destaque no jornal A Federação. A final foi entre a representação da Praça Recreio Florida e a equipe da Praça Recreio General Osório. Saiu vitoriosa a Praça Florida, representada por Emilia, Marina, Elvira, Erotilde e Adelba.

Em 1936 a Pracinha Florida trocou de nome para Praça Bartolomeu de Gusmão, em homenagem a um sacerdote e cientista, um dos pioneiros da navegação aérea, o padre-voador, famoso por ter inventado o primeiro aerostato operacional, a que chamou de “passarola”.

A Praça Bartolomeu de Gusmão era classificada como jardim de recreio tipo 2, “Praças de Educação Física” ou Praças de Recreação. Esse tipo era o mais completo, algumas com jardim de infância, todas possuíam quadras de esportes coletivos, quadras de esportes individuais, aparelhos recreativos, bibliotecas ambulantes, banheiros, recanto de ginástica e salas para atividades sociais. As que possuíam jardim de infância eram a Praça Gal. Osório, no Alto da Bronze, que foi a primeira, e a Praça Florida. Havia atendimento noturno nessas duas praças, com realização e jogos e campeonatos.

Em 1936 o time de basquete do Grêmio já jogava na Praça Florida, contra o time da praça, provavelmente. Em janeiro de 1943, cerca de 3000 pessoas frequentaram as atividades da Praça Florida. A atividade dos clubes “sediados” em praças de Porto Alegre só cresceu com o tempo, a tal ponto que os times importantes como Grêmio e Internacional enviavam seus “olheiros” ali. Em 1948, surgiu o Florida Atlético Club, time oficial de basquete, que disputou a campeonato gaúcho.

Praça florida final dos anos 40
BRAUNERr, Daniel. A prática do basquetebol na cidade de Porto Alegre : da emergência nos clubes à organização federativa. Diss. de Mestrado. 2010. (texto)

O crescimento da Praça Florida no cenário do basquete não partiu do reconhecimento de um órgão público competente, mas como manifestação da própria comunidade envolvida com a praça, como Dona  Erna Leão, nos anos 40 e  50,  grande incentivadora da Praça Florida, promovendo os jovens jogadores e fazendo que eles se inscrevessem na Federação Atlética Rio-Grandense.

Foi a partir da filiação do clube na Federação que melhorias são providenciadas na praça pelo município para receber partidas oficiais. O piso da quadra é pavimentado com cimento e são instaladas arquibancadas ao redor, as únicas em uma praça de Porto Alegre. As arquibancadas lotavam com o público da “pracinha”. Segundo Dressyng, o pessoal da vizinhança era mais fã do time de basquete da pracinha do que do Grêmio ou do Internacional. O primeiro técnico do Florida foi Ariel Ruas e depois Artur Visintainer. O símbolo do Florida Atlético Club era o Zé-Carioca.

O Florida foi vice-campeão adulto de basquete entre 1949 e 1952. Em 1953 o Florida foi campeão municipal e estadual, fato significativo, pois a praça competia com clubes de massa, muito mais organizados, como Cruzeiro, Grêmio e Internacional. O Florida como vimos era um club sem sede, um clube de praça, 1953 foi o seu momento de glória.

Abaixo foto de jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953, onde é possível ver a quadra da praça, entre árvores e edifícios, já com a arquibancada.

Jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953

Jogo na pracinha entre o Florida e o Grêmio, em 1953.

Time vencedor de 1953, ano épico na história do clube da pracinha.

atletico

Nos anos de 52 e 53 a seleção gaúcha de basquete era quase toda formada com jogadores do Florida, mais alguns do Cruzeiro, que era o seu principal rival na época. Como consequência desse sucesso, grandes jogadores do Florida se transferiram para times maiores, como Grêmio e Internacional.

Bairro Floresta - Praça Florida - Ponto de Táxis -  1940 Almanaque Gaucho

Antigo ponto de táxis (“auto de praça”) na Av. Farrapos, em frente a Praça Florida. Talvez anos 40 ou 50. Autor desconhecido. Fonte: Almanaque Gaúcho.

Não sabemos porque toda essa intensa atividade social, recreativa e esportiva em torno da Praça Florida desapareceu. A decadência parece ter começado talvez nos próprios anos 50. Um carta, sem data, ao Jornal Diário de Notícias reclama já do abandono:

[…] O [jardim] de São João, que tem o nome de Pinheiro Machado, está
completamente abandonado e o da Florida não reúne mais a multidão de
creanças que antes ali passavam horas na mais pura alegria, dos rapazes e das
meninas que, com os seus torneios de “baskett-ball”e “volley-ball” faziam o
encanto do local. Antes, duas ou três vezes por semana era a praça aberta a
noite, até ás 9 ou 10 horas, para que se entregassem os seus freqüentadores
aos torneios desportivos. Agora nada mais disso há, […]

O fato é que a situação atual da praça não representa em nada o seu importante passado. Ainda existem duas quadras na praça, mas aparentemente abandonadas. A continuidade com o passado se dá apenas através da escolinha infantil, que ocupa o lado da R. São Carlos. A atual Escola Municipal de Educação Infantil Meu Amiguinho foi criada por decreto em 1980. Sua estrutura é muito boa, mas as quadras esportivas, ao lado, na praça, embora cercadas, estão muito sujas e foram ocupadas por moradores de rua.

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho - Praça Florica | Foto: Jorge Piqué

EMEI Meu Amiguinho – Praça Florida | Foto: Jorge Piqué

Lixo é um dos problemas no entorno da Emei Meu Amiguinho

Lixo é um dos problemas no entorno da Emei Meu Amiguinho | Foto: Francielle Caetano

É necessária uma ação permanente da prefeitura para manter a praça limpa e uma ação social no atendimento aos moradores de rua que ocupam de forma irregular a praça, encontrando um melhor local para abrigá-los. Segundo Carlos Alves, presidente do Refloresta, “Faltam condições para que os moradores utilizem a Praça Florida. Queremos buscar soluções para que eles voltem a frequentar este local”. Alves aponta também o grande acúmulo de lixo como um dos problemas que impedem os moradores de utilizarem a praça: “Ela (a praça) é rota de passagem para a Vila dos Papeleiros. Próximo ao local, na Comendador Coruja, há também um albergue municipal.”

E escola desenvolve com as crianças várias atividades culturais e ambientais na praça e de certa forma continua o anterior trabalho social que havia lá.  Algumas ações recentes desenvolvidas pela escola Meu Amiguinho:

Amiguinhos da Natureza – JA1 Explora a Praça Florida (2010)

“Buraco com sujeira. Não é legal!”

Programa de Leitura “Adote um Escritor” 2012, com

Visite o blog EMEI JP Meu Amiguinho

Graças a atividade da Associação Refloresta a praça tem recebido um melhor tratamento recentemente. Criado em maio de 2012, o Grupo de Apoio à Revitalização do Bairro Floresta, ou Refloresta, é uma associação que reúne moradores, empresários, trabalhadores e amigos do local. O grupo atua para que as pessoas possam usufruir o espaço público e reivindicar melhorias na infraestrutura e segurança.
Facebook: https://www.facebook.com/Refloresta | Fone: 3228-3802

A partir de julho de 2013 a praça recebe, todas as terças-feiras, uma feira modelo, das 15h30 às 20h30. Participam da feira modelo da praça Florida 40 feirantes reunidos em 16 bancas. As 38 feiras modelo da cidade vendem hortifrutigranjeiros, carnes, derivados de leite, frios e embutidos, entre outros produtos, como pastéis feitos na hora.

Indiretamente, essas bancas cheias de vegetais lembram o passado mais remoto, quando o nome Praça Florida foi adotado pelos moradores da vizinhança. A feira cria um espaço de compras, mas que é também um espaço de encontro e de convívio. É um embrião de interação social, que pode se desenvolver nos próximos anos.

Feira modelo na Praça Florida
Feira modelo na Praça Florida

No dia 17 de agosto de 2013 a R. São Carlos e a Praça Florida foram beneficiadas com um verdadeiro mutirão de serviços da administração municipal, com a atuação da SMAM, SMOV, DMLU, DEP e Guarda Municipal, em um evento organizado pela Secretaria de Governança Local, através do CAR Centro. Professores da Escola Meu Amiguinho organizaram uma confraternização com os seus alunos, em homenagem ao Dia dos Pais.

É preciso, no entanto, mais passos nessa direção, manter um calendário anual de eventos na praça, com atividades culturais e também aproveitando a infraestrutura para os esportes que já se encontra lá. A recuperação da memória local do espaço, como fizemos neste post, é um passo na recuperação de uma identidade associada a um espaço coletivo.

Desde novembro de 2013, a Praça Florida é considerada um dos principais pontos de intervenção urbana dentro do Projeto Distrito Criativo de Porto Alegre, na sua linha de revitalização urbana.

Fontes:

Terra. E. As Ruas de Porto Alegre. 2001.
Sílvia Cristina Franco Amaral, ESPAÇOS E VIVÊNCIAS PÚBLICAS DE LAZER EM PORTO ALEGRE: DA CONSOLIDAÇÃO DA ORDEM BURGUESA À BUSCA DA MODERNIDADE URBANA. In   Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2001.
Feix, Eneida, Lazer e cidade na Porto Alegre do início do século XX: institucionalização da recreação pública, Diss. de Mestrado. 2003 (texto)
Projeto Garimpando Memórias, depoimento de  Paulo Dreyssing. 2003 (texto)
Brauner, Daniel. A prática do basquetebol na cidade de Porto Alegre : da emergência nos clubes à organização federativa. Diss. de Mestrado. 2010. (texto)
da Cunha, MLO , Mazo JZ. A CRIAÇÃO DOS CLUBS NAS PRACAS PÚBLICAS DA CIDADE DE PORTO ALEGRE (1920-1940). In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2011 (texto)

texto e organização do post: Jorge Piqué