Arquivo da categoria: Centro Histórico de Porto Alegre

Ed. Guaspari, uma história de mais de 80 anos

Desde seu primeiro ano de atividade, em 2013, UrbsNova – Agência de Design Social se interessou muito pela lamentável situação do Ed. Guaspari, prisioneiro de uma estrutura de metal, enquanto a fachada original no interior se deteriorava. Conversamos com o então Prefeito, com a Família Guaspari, com a empresa que era naquele momento a proprietária do imóvel e que alugava para muitos pequenos negócios, sem nenhuma identidade própria.

Finalmente em 2014 surgiu a primeira notícia, em comunicação telefônica, da recuperação do prédio, que hoje, dia 9 de agosto de 2017, está sendo aberto à população, como sede das Lojas Lebes em Porto Alegre.

UrbsNova cumprimenta os empreendedores da Lebes por sua decisão corajosa de investir no Centro Histórico e ajudar a salvar nosso patrimônio histórico. É um exemplo a ser seguido por nossas tradicionais empresas comerciais, que querem mostrar seu compromisso com a melhoria da cidade.

Importância do comércio em uma cidade de serviços

É também o momento de se repensar a ação pública em relação ao comércio. Atualmente, a Prefeitura de Barcelona, que tem a frente Ada Colau, que representa Barcelona en Commú, uma coalizão de esquerda, dá total apoio ao tecido comercial da cidade, no Centro e nos bairros, pois sabe da  importância do comércio de proximidade, como um fator de coesão social e integração territorial.

Vídeo da Secretária de Comércio e Mercados Públicos, sobre o plano de medidas para reforçar o comércio de proximidade (junho 2017).

Fernando Corona,
um basco de Santander, que embarcou em um navio em Barcelona e veio para Porto Alegre

Aula de observação por Fernando Corona – Revista Projeto nº 4 (1949)

O projeto do Ed. Guaspari é de Fernando Corona (1895 – 1979), arquiteto espanhol, que residiu desde a adolescência em Porto Alegre. Além de arquiteto, Corona foi escultor, ornatista, ensaísta, crítico e professor de arte. Era filho de outro arquiteto espanhol, que veio morar em Porto Alegre,  Jesús Corona [veja em breve mais sobre os Corona]

Como arquiteto desenhou o exterior do Banco Nacional do Comércio (hoje Santander Cultural), projetou o prédio neoclássico do Instituto de Educação General Flores da Cunha, na Av. Oswaldo Aranha, completado em 1936, e a Galeria Chaves, no mesmo ano.

Corona, foi da primeira geração modernista, juntamente com Armando Boni e Joseph Lutzenberger. O Ed. Guaspari, juntamente com o Ed. Jaguaribe, são exemplos de projetos seus nessa linha.

É responsável por trazer a fonte Talavera de la Reina para Porto Alegre, em 1935, no Centenário da Revolução Farroupilha, como um presente da Colônia Espanhola.

Características arquitetônicas do Ed. Guaspari: expressionismo alemão, estilo náutico.

Memória feita de fotos

Aproveitamos a inauguração da Loja Lebes em pleno Centro de Porto Alegre, com a promoção da reabilitação do Ed. Guaspari para apresentar esta coleção de fotos, que colecionamos ao longo desses últimos anos.
Não temos o nome de todos os fotógrafos, caso saiba a referência, por favor nos envie a informação para agenciaurbsnova@gmail.com

Primeiros anúncios da Guaspari, “a maior casa do Brasil no gênero”, no Jornal A Federação, em 1935.

Vemos nesta foto a Fonte Talavera de la Reina, que Corona trouxe para Porto Alegre em 1935, e ao fundo o Ed. Guaspari, de 1936.

1937

 

 

Inicialmente o Ed. Guaspari era um dos poucos edifícios mais altos no Centro

Foto Sioma Breitman (1903-1980)

 

Anos 40

Enchente de 1941

Enchente de 1941. Foto Sioma Breitman (1903-1980)

Jornal do Dia (1947)

1950

Em uma segunda fase, o Centro começa a apresentar edifícios cada vez mais altos.

Av. Borges de Medeiros, ao fundo o Ed. Guaspari.

Propaganda de época da Loja Guaspari.

Vista aérea – Anos 50

1960

Nesta propaganda que mostra o Cais Mauá, vemos a frente o Edifício Guaspari, de Corona, e ao fundo o Palácio do Comércio, de seu colega Lutzenberger. Entre eles o histórico prédio do Mercado.

Durante cerca de 30 anos o belo prédio ficou escondido sob uma estrutura metálica.

Em 2017 vemos o início de uma nova fase do prédio, que recupera sua identidade arquitetônica original.

Primeiro dia de funcionamento (9 de agosto de 2017)

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

 

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

Sem dúvida, o melhor espaço dentro do prédio é o 6º andar, onde estão o Memorial e a Cafeteria, com terraço e uma excelente vista dos prédios históricos e do Guaíba.

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

Foto Jorge Piqué (09/08/2017)

Sequência de edifícios restaurados no Centro Histórico pode ser sinal de uma tendência.

Além dos prédios históricos da Prefeitura antiga e do Mercado Municipal, com Ed. Guaspari, são já três os projetos de restauração nesta mesma parte do Centro Histórico. Antes foram restauradas a Galeria Chaves, que é do mesmo Corona, e a antiga Livraria do Globo, do seu colega de geração Armando Boni. Esta última, pelo mesmo arquiteto que restaurou o Ed. Guaspari, e também com Memorial e Cafeteria.

 

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Sete Razões para o Morro Santa Tereza

Observação

Desde 23 de julho de 2012, 11 meses atrás, foi criado no Facebook um grupo para apoiar uma das opções oferecidas ao Arq. Niemeyer pelo Governo do Estado para localizar o futuro Centro de Feiras e Eventos do Rio Grande do Sul.

Durante este quase 1 ano, o Morro Santa Tereza em vários momentos foi considerado o favorito, em comparação com outros locais concorrentes. Nos próximos dias o Governador deve anunciar sua decisão final, mas o mais provável é que não seja o Morro Santa Tereza.

Nestes últimos dias queríamos apoiar de forma explícita este local, apesar das suas poucas chances, e, de certo modo, manter a memória de cerca de 150 pessoas, que fizeram um esforço conjunto apoiando o Morro Santa Tereza, para que tenha um futuro melhor, com preservação da sua natureza e como espaço público integrado a cidade.

Seja onde o for o futuro Centro de Eventos do RS é muito importante para a cidade e deve ser apoiado por todos.

UrbsNova – Agência de Inovação Social

MORRO SANTA TEREZA
A MELHOR ESCOLHA PARA O CENTRO DE FEIRAS E EVENTOS DO RIO GRANDE DO SUL

 


Morro Santa Tereza, vista aérea.

 Proposta do grupo Centro de Eventos Gaúcho no Morro Santa Tereza

Porto Alegre, 31 de julho de 2012.

Versão 3.0, 08 de junho de 2013

Versão PDF para impressão:
https://docs.google.com/file/d/0B10XMYM3aPAvOEJ4OTViLTJIYTA/edit?usp=sharing

Grupo Centro de Eventos Gaúcho no Morro Santa Tereza

No dia 23 de julho de 2012 foi criado no Facebook o grupo Centro de Eventos Gaúcho no Morro Santa Tereza
http://www.facebook.com/groups/477609732249799

Este grupo quer congregar todas as pessoas que preferem ter o Morro Santa Tereza como o local escolhido para sede do futuro Centro de Feiras e Eventos do Rio Grande do Sul.
O grupo já reúne aproximadamente 150 membros.
Visite o grupo no Facebook: http://www.facebook.com/groups/477609732249799

 
Página inicial do grupo Centro de Eventos Gaúcho no Morro Santa Tereza.

Critérios de Decisão

Consideramos que o escritório do Arquiteto Oscar Niemeyer fará sua decisão final levando em conta muitos critérios, entre eles, critérios de ordem técnica, que estão além do nosso conhecimento, pois somos, em geral, apenas cidadãos que desejam o melhor para a sua cidade. E consideramos que o Grupo de Trabalho definido pelo Governador do Estado para avaliar as diversas opções disponíveis, tenha em especial consideração a preferência do arquiteto Niemeyer, falecido em 05 de dezembro de 2012. Por outro lado, acreditamos que existem alguns argumentos favoráveis à escolha do Morro Santa Tereza, que deveriam ser também levados em consideração na tomada de decisão e que apresentamos neste documento de forma democrática e participativa.

Sete Razões em favor do Morro Santa Tereza

1. Vista Espetacular

Dentre todas as opções é a única que oferece uma visão privilegiada da orla, do Guaíba, das ilhas do Delta do Jacuí e da própria cidade, desde o alto. É reconhecidamente a melhor vista que temos em Porto Alegre.

 
Pôr do sol do Guaíba.


Vista do Estádio Beira-Rio, do Guaíba, das Ilhas e da Cidade.

2. Visibilidade e Iconicidade

Por estar em um nível mais alto será o local onde o Centro de Eventos terá a maior visibilidade, mesmo ao longe. Visível inclusive desde a hidrovia, que liga Porto Alegre a Guaíba, e ligará em breve à Zona Sul. Em outros locais a obra não seria visível de longe pelas pessoas, e teria pouca visibilidade, mesmo nas proximidades. Seria uma grande obra, sem dúvida, mas praticamente escondida e, portanto, com menor capacidade de atração da população local, um dos critérios definidos no conceito original do projeto.

Essa maior visibilidade contribuirá para que a obra de Niemeyer se torne um marco arquitetônico para Porto Alegre.


Vista do Morro Santa Tereza e da saibreira desde o Guaíba.

3. Uma Orla Privilegiada

O Centro de Eventos estará na proximidade de quatro outras obras arquitetônicas e de urbanização que dão maior qualidade à nossa orla e à cidade. Estará em primeiro lugar próximo à Fundação Iberê Camargo, na Ponta do Melo, do reconhecido arquiteto português Álvaro Siza, que de certa forma continua uma arquitetura moderna que tornou Oscar Niemeyer mundialmente conhecido.

 
Vista aérea da Fundação Iberê Camargo, na Ponta do Melo.

Em 2008, Yukio Futagawa, considerado o fotógrafo de arquitetura mais importante do mundo, fundador da revista-referência “Global Architecture“, organizou um encontro entre o “mestre” Oscar Niemeyer e o premiado arquiteto português Álvaro Siza, no Rio de Janeiro. “No encontro, Siza, que veio ao Brasil inaugurar seu projeto mais recente – a nova sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre -, elogiou a flexibilidade de Niemeyer, que consegue resolver todo um prédio com formas simples. Niemeyer retribuiu dizendo que se impressionava com a forma que Siza trabalhava o concreto.”

O Centro de Eventos estaria praticamente em frente ao Estádio Beira-Rio, sede dos jogos da Copa do Mundo 2014, em Porto Alegre, e que será completamente reformado. A proximidade de uma grande e qualificado centro de eventos esportivos colaboraria para uma maior divulgação do nosso Centro de Eventos a nível nacional, pois poderia ficar visível desde o estádio.

Recentemente a direção do Sport Clube Internacional disponibilizou uma área em frente ao Morro Santa Tereza como uma opção para sediar o futuro Centro de Eventos. Em nossa opinião, uma distribuição do Centro de Eventos em duas áreas, uma plana próxima ao rio, mais funcional e outra elevada, no morro, mais de lazer, poderia ser também uma boa combinação.


Projeto de reforma do Estádio Beira-Rio para a Copa 2014.

Uma das obras de mobilidade urbana para a Copa 2014, o Viaduto da Av. Pinheiro Borda, ficará bem em frente ao Morro Santa Tereza, permitindo maior acessibilidade ao local para os jogos no Estádio Beira-Rio, que se vê ao fundo da imagem abaixo. Do nosso ponto de vista, não técnico, o morro apresenta possibilidades de acesso por sua parte inferior, desde a Av. Padre Cacique, como se observa na imagem abaixo, mas também pela parte superior, com uma entrada ao lado do Mirante, e também, segundo o plano diretor, por uma entrada lateral, situada entre estas duas. Soluções de acessibilidade existem para o Morro Santa Tereza, seu abandono até os dias de hoje é que não permitiram a sua implementação.

   Viaduto da Av. Pinheiro Borda Foto: Divulgação/PMPA.

Bem próximo, em direção à Zona Sul, se encontra o novo centro comercial BarraShopping, com grande oferta de lojas, restaurantes e cinemas, opções de lazer e gastronomia, a disposição dos participantes das feiras e eventos, vindos de fora da cidade, e que naturalmente são um público de alto poder aquisitivo. Em outros locais, os participantes de congressos, feiras, etc., poderiam ficar praticamente ilhados em lugares distantes, sem infraestrutura nas proximidades.

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Nos próximos anos a ligação hidroviária existente entre Porto Alegre e Guaíba será ampliada em direção à Zona Sul da cidade. Recentemente foi decidido que haverá inclusive um terminal hidroviário dos catamarãs nas proximidades do Morro Santa Tereza, em frente ao BarraShopping, criando uma ligação hidroviária direta com o Cais Mauá, no Centro Histórico da cidade, sem riscos de engarrafamento.

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Catamarã passando em frente ao BarraShopping.

Bastaria estabelecer uma linha circular de micro-ônibus ou táxis-lotação entre o Morro Santa Tereza e o BarraShopping para haver  uma conexão direta com o centro comercial e indireta com o Centro Histórico, por meio da hidrovia. Ou, o que seria melhor, colocar um terminal hidroviário diante do Morro Santa Tereza. Dessa forma, os participantes estariam a 10 minutos do Cais Mauá, de onde acessariam os hotéis do Centro Histórico, ou conectariam com o Trensurb, até a estação Aeroporto, em apenas mais 10 min, de onde chegariam no próprio Salgado Filho, através da linha circular do aeromóvel.

Dessa forma se evita quase totalmente eventuais atrasos por engarrafamento no trânsito. Existe um plano de estender no futuro uma linha de aeromovel ligando o Centro e a Zona Sul, o que aumentaria a mobilidade de um centro de eventos localizado no morro Santa Tereza.

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Combinação Catamarã+Trensurb conectando o Centro de Eventos ao Aeroporto.

Por outro lado, o centro comercial se encontra ao lado do Hipódromo do Cristal, pertencente ao Jóckey Club do Rio Grande do Sul, um dos prédios modernistas mais valiosos do Sul do Brasil. Projetado pelo arquiteto uruguaio Roman Fresnedo Siri, em 1951 e concluído em 1959, atualmente está tombado pelo patrimônio histórico, por seu alto valor arquitetônico.

Nesta época a arquitetura de Niemeyer já tinha reconhecimento internacional, mas em Porto Alegre foi um marco por ser uma verdadeira caixa de vidro, representando as propostas contemporâneas de desmaterialização.

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Hipódromo do Cristal (1951-59)

No Hipódromo do Cristal “As citações à arquitetura moderna são profusas e explícitas, mas sempre episódicas. Elas acontecem nos volumes em formato de ameba dos sanitários e nas paredes, balcões e mezaninos sinuosos que serpenteiam por entre modulações ortogonais de colunas. Fresnedo tem em mente o pavilhão do Brasil na feira mundial de Nova Iorque (Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, 1939), o jogo de colunas e a cortina de vidro do Ministério da Educação e Saúde (MES, Lúcio Costa e equipe, 1937-44) e o uso das curvas no conjunto da Pampulha (Oscar Niemeyer, 1942-43).

In: A Arquitetura de Román Fresnedo Siri (1938-1971), de 2008, p. 173

O curador do Museu de Arte Moderna de Nova York em 2015 é o arquiteto Carlos Eduardo Dias Comas, mestre em Planejamento Urbano e professor da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Ele organizará uma grande exposição sobre arquitetura brasileira da segunda metade do séc. XX. Perguntado se haveria alguma obra do RS na exposição, ele, que é gaúcho, respondeu que apenas uma, o Hipódromo do Cristal.

A administração do Jockey Club declarou recentemente uma reforma do espaço da pista, em convênio com a Prefeitura de Porto Alegre. Uma restauração do próprio prédio do Hipódromo do Cristal traria mais qualidade arquitetônica, para as proximidades do Morro Santa Tereza. Bastaria uma reforma do prédio de Fresnedo Siri para lhe dar maior destaque e se constituiria em mais uma atração arquitetônica em nossa orla.

Um pouco mais adiante na orla, em direção norte, a partir da foz do Arroio Dilúvio, será iniciado em 2013 o Projeto de Revitalização da Orla, de Jaime Lerner, que na sua Fase 1 requalificará toda a extensão até a Usina do Gasômetro. As demais fases alcançarão inclusive a orla em frente ao Estádio Beira-Rio e ao  Morro Santa Tereza.


Projeto de Revitalização da Orla, da Prefeitura de Porto Alegre (Fase 1).

Finalmente, a partir da Usina do Gasômetro, em direção ao Centro Histórico, já em 2014, segundo o Governo do Estado, se estenderá o projeto de Revitalização do Cais Mauá, dos arquitetos Jaime Lerner e Fermín Vázquez. Vázquez, arquiteto espanhol de renome internacional, tem a intenção expressa de homenagear nesse projeto a arquitetura moderna brasileira, cujo principal nome é Niemeyer.

O movimento modernista brasileiro foi uma ilustre contribuição para a arquitetura moderna mundial. O Brasil é um dos lugares do mundo onde o movimento modernista trouxe melhorias no desenho arquitetônico. A interpretação brasileira da modernidade, para nós, sem dúvida, foi uma inspiração na hora de elaborar o projeto. A nossa proposta das torres, por exemplo, tem muito a ver com a arquitetura brasileira.
Fermín Vázquez (12/12/2010)

Desde criança, muito antes de imaginar que seguiria a profissão, tinha uma ideia mítica e heroica dos arquitetos brasileiros. Era a consequência inevitável da ressonância do projeto de Brasília em todo o mundo, especialmente na Espanha dos anos 60, onde a épica fundação de uma cidade criava grandes expectativas.
Fermín Vázquez (19/6/2012)


Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Governo do Estado. Vista geral.


Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Governo do Estado.
Armazéns restaurados e torres triangulares


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Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Governo do Estado.
Centro Comercial

Todos esses projetos, já realizados na cidade, ou a ser em breve realizados, formarão um conjunto único nos próximos anos, se estendendo ao longo da orla, desde o Centro Histórico de Porto Alegre até o Hipódromo do Cristal, com grande atrativo turístico em geral e de forma especial para os interessados em arquitetura moderna.

Teríamos a presença de 5 arquitetos ou urbanistas de destaque internacional, brasileiros e estrangeiros, ao longo da Orla do Guaíba, desde o Centro Histórico até a Zona Sul da cidade:  o espanhol Firmín Vázquez, Jaime Lerner, Oscar Niemeyer, o português Álvaro Siza e o uruguaio Fresnedo Siri,  construindo um espaço arquitetônico, muito particular e harmônico, relacionado direta ou indiretamente à arquitetura moderna brasileira, que sem dúvida atrairá visitantes apenas por seu próprio valor.

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Mapa dos diferentes projetos de arquitetura
e urbanismo ao longo da Orla do Guaíba.

 4. Área de Lazer e Cultura para a população da cidade

Sua localização geográfica, em meio de caminho entre o Centro Histórico e a Zona Sul da cidade, transforma o Morro Santa Tereza no melhor local para oferecer uma opção de lazer, não só para os visitantes de fora, que virão para feiras e eventos, mas principalmente  para a própria população de Porto Alegre, com serviços de cafeterias, restaurantes, bares, etc.

Nossa população já está acostumada a passar pelo local e principalmente mantém uma memória de ocupação desse espaço, a qual será mais facilmente reativada pelo Centro de Eventos. No caso de outras opções, mais distantes e menos frequentadas pela população, essa atração seria mais difícil. É intenção explícita do Estado que o Centro de Eventos de Estado não seja apenas mais um espaço para eventos na cidade, fechados em si mesmos, desconectados da cidade, mas que seja utilizado pelos cidadãos no seu lazer e que seja um espaço privilegiado para grandes shows e concertos, disponível à população. Essa é opção mais inteligente, integrando a captação do negócio de eventos nacional e internacional às necessidades de lazer e cultura da nossa população.


Vista da cidade desde o Morro Santa Tereza nos anos 60, quando a população ia
sem preocupação aproveitar da melhor vista da cidade, levando seus filhos.

Mesmo hoje em dia, mesmo sem as condições mínimas, alguns visitantes vão até o morro para desfrutar de sua vista. Quando houver segurança e infraestrutura o acesso será sem dúvida muito maior.

5. Por Um Parque Ecológico no Santa Tereza

Entre todas as opções oferecidas para a localização para o Centro de Eventos é a que mais apresenta condições de integração do projeto arquitetônico a um grande parque ecológico, atualmente inacessível, valorizando o entorno natural, onde encontramos intactos arroios descendo do morro, com sua mata ciliar preservada, em forma característica de leque, como se pode observar na imagem a seguir. Trata-se de Área de Preservação Permanente (APP) e por isso regulada por leis que impedem qualquer impacto prejudicial à natureza.


Vista dos arroios no Morro Santa Tereza, que estão marcados pela mata ciliar.

O local escolhido para o futuro Centro de Eventos NÃO é todo o Morro Santa Tereza, que deve ser preservado, mas principalmente a saibreira, área degradada, formando uma enorme cratera, depois de décadas de escavações. O saibro retirado desta saibreira foi utilizado nas ruas do bairro Menino Deus. 

A integração do Centro de Eventos a um grande parque natural, que é inclusive uma reivindicação da comunidade local de moradores e da população em geral, trará um atrativo a mais ao projeto se for localizado no Morro Santa Tereza. O respeito ao nosso patrimônio ecológico será uma das garantias de sucesso do Centro de Eventos.

Recentemente, em 2010, o 54th Congresso da International Federation for Housing and Planning (IFHP), realizado em Porto Alegre, na PUCRS, lançou como tema para o seu Concurso Internacional de Estudantes exatamente uma intervenção urbanística, paisagística e arquitetônica, visando à recuperação de área do Morro Santa Tereza. Os projetos apresentados deviam obedecer ao critério de preservação e valorização das áreas de vegetação.

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Um dos projetos apresentados e premiados no concurso.

Aproveitar essa mata ciliar, de forma a que os visitantes possam ter uma experiência de contato direto com ela, seja na forma de pontes sobre as copas das árvores, ou de pequenos túneis pelo meio da mata, é conscientizar a população do valor do nosso patrimônio ambiental, e é função do Estado essa garantia de preservação para as próximas gerações.

Além da beleza e riqueza natural do próprio Morro Santa Tereza, a própria orla em frente ao morro é mais um atrativo para o local, como a Prainha do Iberê, que se encontra exatamente entre o morro e a Fundação Iberê Camargo.

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Prainha do Iberê. Vista da Fundação Iberê Camargo

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Localização da Prainha do Iberê, entre a Fundação e o futuro Centro de Eventos

6. Um DNA de ação social e arquitetura de qualidade

No Morro Santa Tereza se encontra atualmente a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), herdeira da antiga Febem. Essa  região apresenta uma tradição de assistência social a idosos e crianças, principalmente através do Asilo Padre Cacique, obra assistencial, que se dedica a pessoas idosas. Foi projetado pelo arquiteto Álvaro Nunes Pereira, iniciado em 1881 e inaugurado em 1898, e que dá nome à Avenida Padre Cacique, entre o Morro Santa Tereza e a Orla do Guaíba.


Vista frontal do Asilo Padre Cacique.


Ari (91 anos) e Leopoldina (82 anos) se conheceram
e casaram recentemente no Padre Cacique.

A Fase, na verdade, ocupa aproximadamente metade do Morro Santa Tereza.


Área ocupada pela Fase.

Na mesma área da Fase se encontra o pouco conhecido prédio do Colégio Santa Tereza. Este prédio, de autoria do famoso arquiteto francês Grandjean de Montigny, que veio com a Missão Francesa trazer a civilização à corte de D. João VI, teve a função de dar abrigo a meninas e meninos órfãos no séc. XIX, e leva o nome da esposa de D. Pedro I, a Imperatriz Teresa Cristina de Bourbon – Duas Sicílias, preocupada com o destino desses órfãos e acabou por dar nome a todo o morro.

No entanto, o prédio foi muito descaracterizado, levando a uma simplificação das formas originais, mas continua a ser para os estudiosos uma referência à história da arquitetura do séc. XIX em Porto Alegre.

         
Vista atual do Antigo Colégio Santa Teresa e reconstituição da fachada original
foto: http://www.defender.org.br, desenho: Charles Pizzato

 “O fato deste prédio ser, indubitavelmente, projeto do Arquiteto Grandjean de Montigny, deve ser celebrado e lembrado. Considerando que Grandjean de Montigny tem papel importante na divulgação do estilo Neoclássico no Brasil, sua fama que trazia do estrangeiro, sua importância na formação da primeira geração de arquitetos no Brasil, seu vínculo com a Corte Imperial, não seria um exagero afirmar que sua importância está para o Brasil Império, como Oscar Niemeyer está para o Brasil República.” – Charles Pizzato
Fonte:http://defender.org.br/uploads/Histo%CC%81riadoCole%CC%81gioSantaTeresa_07_09_11.pdf

7. Programa de valorização social do entorno

Justamente em vista dessa tradição de ações sociais no local, desde o séc. XIX, em conexão com obras arquitetônicas, é que consideramos que o mais importante de todos os argumentos é a possibilidade de encontrar uma solução social para o entorno do Morro Santa Tereza, onde se localizam seis vilas populares (em Porto Alegre, o termo “vila” equivale em muitos casos ao termo “favela”): Santa Rita, Figueira, União Santa Tereza, Ecológica, Gaúcha e Padre Cacique, num total de 4 mil famílias, aproximadamente.


Parte superior de uma das vilas, a Vila Gaúcha,
na encosta oeste do morro em frente ao Guaíba.

Muitos foram os projetos idealizados para o Morro Santa Tereza nos últimos anos, mas nenhum se concretizou, infelizmente, e isso se relaciona muito com a situação atual em que o morro se encontra. A  possibilidade do Governo do Estado implantar ali o novo Centro de Eventos pode ser a única chance de melhorar as condições de moradia e de vida da população pobre que vive no local, e com isso dar inicio a uma nova fase, com condições de vida mais dignas e um futuro mais promissor.

Parte superior da Vila Gaúcha, na encosta do morro em frente ao Guaíba.
É nítido o contraste entre a beleza  da paisagem e as condições precárias de vida.

Em julho de 2011 o Governo do Estado reconheceu, através de decreto, o direito de moradia à população da área, primeiro passo para a regularização fundiária e melhorias, como iluminação pública. Atualmente o governo abriu um diálogo com os moradores das vilas e deu início o início das obras de urbanização e regularização fundiária do Morro Santa Tereza. Será realizado o levantamento topográfico, o cadastro socioeconômico das famílias, a pesquisa cartorial, laudos geológico e ambiental. Com esses levantamentos concluídos inicia-se a fase de adequação urbanística – luz, água, esgoto, drenagem, pavimentação, construção de casas e atenção ainda à remoção e ao reassentamento de famílias em áreas de risco.

Assinatura do Gov. Tarso Genro do decreto.

Atualmente as condições de vida continuam muito precárias para as famílias e o sentimento é de insegurança para os visitantes. Essa situação afasta as tentativas de dar novamente ao Morro Santa Tereza o protagonismo turístico que deveria ter por sua geografia. As pessoas têm medo de visitar o local, pois lixo, tráfico e assaltos fazem parte dessa situação.

Para uma nova vida ao Morro Santa Tereza, é necessário acabar com o estigma que recaiu sobre ele nas últimas décadas e sobre seus moradores, de forma injusta, mas que nunca houve no passado. Se por um lado é preciso regularizar a situação fundiária e as condições de vida, um centro de eventos no local pode aumentar as oportunidades para os moradores.

Localização de uma das vilas no Morro Santa Tereza, a Vila Gaúcha.


O acúmulo de lixo no morro degrada o ambiente      foto: sandra ilibio braz

Somente um grande projeto, como o Centro de Eventos, terá a capacidade de levar Estado e Prefeitura a trabalharem em conjunto para encontrar a melhor solução para os moradores e que ao mesmo tempo libere todo o potencial da área, inclusive em beneficio dos próprios moradores.

As soluções de urbanização das vilas poderiam ser pensadas pelo governo local no sentido de uma harmonização com o projeto arquitetônico do Centro de Eventos, integrando a presença dos moradores, honestos e trabalhadores, e suas atividades com um novo ambiente, de maior qualidade, focado em educação, ecologia, aperfeiçoamento profissional e turismo.

A FASE, que continua o DNA de ações sociais no entorno do morro, planeja construir no local um centro profissionalizante. Para isso, conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que chegariam a US$ 28 milhões.

Esse centro profissionalizante poderia direcionar-se em parte para a formação de mão de obra qualificada, no sentido de atender às necessidades de um grande centro de eventos, como o que poderia ser construído no local. Teríamos, portanto, moradia do trabalhador, local de educação profissionalizante e local de trabalho no mesmo entorno do Morro Santa Tereza.

Com as melhorias de condições no morro, outros negócios ligados a lazer, turismo, gastronomia, etc., teriam maior interesse em se localizar no seu entorno, o que demandaria mais mão de obra especializada, vinda inclusive das próprias vilas localizadas no morro. Estaríamos transformando um grave problema social de Porto Alegre, que nos envergonha, em uma solução para milhares de famílias e motivo de projeção para a cidade e para o Estado.

Sem dúvida, questões como saneamento básico, iluminação, educação, segurança, saúde, etc. deverão ser também qualificadas no local, através de ações da Prefeitura e do Governo do Estado, conforme o processo já iniciado. Estaríamos assim rompendo o círculo vicioso que levou nestes últimos anos o Morro Santa Tereza a atual situação de degradação e dando início a um círculo virtuoso de qualificação do local e das pessoas, a partir de um projeto arquitetônico de qualidade.

Recentemente no Rio de Janeiro políticas públicas eficientes transformaram o cenário das favelas como nos casos abaixo. Podemos e devemos tentar algo parecido em Porto Alegre.

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Teleférico no Morro do Alemão

O teleférico no Morro do Alemão tem uma grande extensão, em Porto Alegre, poucos metros de teleférico ligando o alto do Morro Santa Tereza ao entorno do Estádio Beira-Rio e à Av. Padre Cacique seria mais uma opção de acessibilidade para moradores e um atrativo turístico para visitantes.

Favela Painting em Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, é um projeto social que pode servir de inspiração para a melhoria das condições nas vilas em torno a um futuro Centro de Eventos, transformando um problema social em motivo de orgulho para os moradores.

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Não se trata de projetos utópicos e com altos custos, mas realizações recentes de governos e organizações comprometidos com a situação dos seus cidadãos mais desamparados.

http://www.favelapainting.com/files/uploads/favela-painting-1.jpg


Conclusão

Por todas essas razões, geográficas, culturais, históricas, sociais, ecológicas, arquitetônicas, turísticas, humanísticas, é que o Morro Santa Tereza apresenta um conjunto de elementos simbólicos incomparável, dentre as opções oferecidas, dando um significado muito maior ao Centro de Eventos, que ele teria, se fosse localizado em outro ponto da cidade ou em outra cidade.

A arquitetura pode ter efetivamente um papel transformador na cidade, se o Morro Santa Tereza for o local escolhido pelo Governo do Estado. A população de Porto Alegre saberá reconhecer todos os benefícios propiciados por esta escolha.

Como dizia Oscar Niemeyer, “A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.” – Oscar Niemeyer

Grupo Centro de Eventos Gaúcho no Morro Santa Tereza
http://www.facebook.com/groups/477609732249799

Lista atual de membros:
http://www.facebook.com/groups/477609732249799/members/

 Porto Alegre, 31 de julho de 2012.
Versão 3.0, 08 de junho de 2013.

Texto: Jorge Piqué

Arquivo Público & Ateliê da Oca: Educação Patrimonial | 100 Anos do Monumento a Julio de Castilhos

UrbsNova Porto Alegre | Barcelona

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Apoio

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Organização

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Arquivo Público & Ateliê da Oca: Educação Patrimonial

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, juntamente com o Ateliê da Oca – Atelier e Escola de Artes organizou  uma atividade de educação patrimonial, com o apoio do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS), que cedeu especialmente a Sala Borges de Medeiros para essa finalidade, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Crianças com idade aproximada entre 7 e 14 anos foram convidadas a ir ao Arquivo Público, onde viram fotos dos detalhes do monumento e conheceram um pouco de sua simbologia.
Foi uma atividade preparatória para o evento Criança Faz Arte na Praça, em seguida, onde as crianças foram incentivadas a desenhar e pintar, se inspirando no monumento a Julio de Castilhos, que tinham em frente, na Praça da Matriz.

Programação no Arquivo Público

Dia 25 de janeiro de 2013

– 17:30-18:00: atividades de educação patrimonial com crianças no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS).
Local: Sala Borges de Medeiro, Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS)
Organiza: Ateliê da Oca – Atelier e Escola de Artes
Organizou as atividades, pelo Ateliê da Oca, Anelore Schumann
Trabalhou como voluntária, pela UrbsNova, Emilia Xavier Londero

Fotos da atividade na Sala Borges de Medeiros 

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Descendo as escadarias do Arquivo Público com as crianças e seus pais. Foto:

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Entrando no Prédio II do Arquivo Público

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Na Sala Borges de Medeiros, onde as crianças viram fotos do Monumento a Júlio de Castilhos. Foto:

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Sala Borges de Medeiros. Foto:

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Sala Borges de Medeiros | Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

Fotos do Monumento a Julio de Castilhos

Fotos do Monumento a Julio de Castilhos | Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

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Foto Emilia Xavier Londero

Museu Julio de Castilhos: Palestra | 100 Anos do Monumento a Julio de Castilhos

UrbsNova Porto Alegre | Barcelona

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Apoio

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Museu Julio de Castilhos: Palestra sobre Julio de Castilhos

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, juntamente com o  Museu Júlio de Castilhos, organizou  uma palestra para contextualizar historicamente a figura de Julio de Castilhos, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Programação no Museu Julio de Castilhos

Dia 25 de janeiro de 2013

17:30 Palestra “Julio de Castilho e seu Contexto Histórico”, por Gabriel Castello Costa, historiador do Museu Julio de Castilhos (site oficial)
Local: Auditório do Museu Julio de Castilho. Rua Duque de Caxias, 1205.
Aproveite e chegue antes para conhecer o espaço dedicado a Julio de Castilhos no Museu.

Matéria no blog do Museu Julio de Castilhos sobre a palestra

Museu Julio de Castilhos no Facebook

Imagem do Museu em homenagem aos 100 Anos do Monumento

Fotos da palestra no auditório do museu.
Fotos de Gabriela Konrad, historiadora  do MJC.
O busto de Julio de Castilhos foi colocado no auditório especialmente para a palestra.

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Casa que pertenceu a Julio de Castilhos, tranformada no Museu Julio de Castilhos após sua morte. O ano de 2013 marca também os 110 Anos do Museu Julio de Castilhos.

Quarto de Julio de Castilhos no museu

Quarto de Julio de Castilhos

Quarto de Julio de Castilhos

Divulgação

Divulgação da palestra no Blog anacarolinapontolivre (24/01/2013)

Divulgação da palestra no site Feest

Divulgação no site Jus Brasil

Divulgação da palestra em Zero-Hora Online (25/01/2013)

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Divulgação da palestra no site Porto Alegre Trevel   (clique na imagem para ler)

Matéria no site Porto Alegre Travel, da Sec. de Turismo

Matéria no site Porto Alegre Travel, da Sec. de Turismo

Solar dos Câmara: Exposição Fotográfica e Visita Guiada | 100 Anos do Monumento a Júlio de Castilhos

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Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Apoio

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Solar dos Câmara: Exposição Fotográfica e Visita Guiada

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, com o apoio da Divisão de Promoções Culturais da Assembleia Legislativa, organizou no Solar dos Câmara uma exposição fotográfica de fotos antigas do Monumento a Júlio de Castilhos e uma visita guiada  ao Solar dos Câmara, a residência mais antiga conservada em Porto Alegre, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Programação no Solar dos Câmara

Dia 25 de janeiro de 2013

Abertura da exposição fotográfica “Um Monumento de 100 Anos: Fotografias antigas do Monumento a Júlio de Castilhos”
Local: Sala JB Scalco, Solar dos Câmara.
De 25 de janeiro a 15 de fevereiro de 2013.
Impressão das fotos: Sul Fotos Impressões Fotográficas

Cartazes da exposição (clique para ampliar)

Cartaz da exposição (clique para ampliar)

Cartaz da exposição (clique para ampliar)

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Notícia no blog do Departamento de Produções Culturais

Zero-Hora Digital (24/01/2013): Mostra reúne fotografias do monumento a Júlio de Castilhos

Divulgação no Jornal do Comércio (25/01/2013)      (clique para ampliar)

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Divulgação no Jornal Zero-Hora (25/01/2013)  (clique para ampliar)

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Matéria no Programa do Roger (TVCOM), dia 25 de janeiro de 2013.

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Fotos da abertura da exposição, dia 25 de janeiro de 2013.

Abertura da exposição no Solar dos Câmara

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Abertura da exposição no Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Matéria na Rádio Assembleia:
Sala JB Scalco recebe exposição em homenagem aos 100 anos do Monumento a Júlio de Castilhos

Video sobre a exposição no Solar dos Câmara:

Visita guiada ao Solar dos Câmara
duração 45 minutos, número máximo de pessoas: 30
É necessária inscrição prévia através do email agenciaurbsnova@gmail.com.
Ponto de encontro: Entrada principal da Assembleia Legislativa, na Recepção (praça Marechal Deodoro, 101.
Esteve presente José Francisco Alves, que no mesmo dia fez a apresentação do Monumento a Júlio de Castilhos, ma Praça da Matriz.

Fotos da visita guiada

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Bosto de Gaspar Silveira Martins, o principal inimigo de Júlio de Castilhos. Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Busto de Gaspar Silveira Martins, o principal inimigo de Júlio de Castilhos. Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

Visita guiada ao Solar dos Câmara | Foto: Jorge Piqué

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Memorial do Ministério Público: Palestra sobre Patrimônio Cultural | 100 Anos do Monumento a Júlio de Castilhos

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Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

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Memorial do Ministério Público: Palestra sobre Patrimônio Cultural

UrsbNova Porto Alegre – Barcelona, com o apoio do Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, organizou no Palácio do Ministério Público uma palestra sobre a ação do Ministério Público na questão da defesa do Patrimônio Cultural, como parte da comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos.
Veja a programação completa da comemoração

Programação no Memorial do Ministério Público

Dia 25 de janeiro de 2013

– 18 hs Palestra “O Ministério Público e a Defesa do Patrimônio Cultural”
Local: Palácio do Ministério Público, Praça Marechal Deodoro, 110,
Organiza: Memorial do Ministério Público
Apresenta: Drª Isabel Barrios Bidigaray, Promotora de Justiça.

Notícia sobre a comemoração no site Jus Brasil: Palácio do MP participa da comemoração do Centenário do Monumento a Júlio de Castilhos      (25/01/2013)

Notícia sobre a comemoração no site do Ministério Público: Instituição participa de atividades que marcam os cem anos do Monumento a Júlio de Castilhos     (28/01/2013)

Fotos da palestra ministrada pela Drª Isabel Barrios Bidigaray no Memorial do Ministério Público. Logo após, em frente ao Memorial, houve a apresentação da história e simbologia do monumento a Julio de Castilhos na Praça da Matriz. (Fotos: Acervo Memorial do Ministério Público)

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Ressaltamos que o próprio Palácio é um importante prédio histórico de Porto Alegre. A construção da futura Assembleia Legislativa Provincial começou em 1857. Entretanto, essa não foi a utilização dada, pois o Palácio foi concluído apenas em 1871 e a Assembleia decidiu continuar no seu antigo prédio na R. Duque de Caxias. Com a proclamação da República, Julio de Castilhos como governador do Estado, fixou ali a sede provisória do governo e também a sua residência, enquanto não se concluia a construção do Palácio Piratini, que a partir de 1921 passaria a ser a sede definitiva do Governo do Estado. Por esse motivo, o prédio se denominou primeiramente de Palácio Provisório.

O Palácio Provisório - 1898

O Palácio Provisório em 1898

Portanto, o Palácio Provisório foi o palco da ação de Julio de Castilhos e de seus sucessores, Carlos Barbosa Gonçalves e Borges de Medeiros. Foi ali que Borges de Medeiros tomou posse em 25 de janeiro de 1913 e de onde saiu a pé no mesmo dia, às 4 horas da tarde, para inaugurar o Monumento a Julio de Castilhos. O prédio, portanto é, dentre os que estão na Praça da Matriz, o que mais vínculos históricos tem com Julio de Castilhos e o Monumento.

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Em 1963, apesar de definida a demolição do prédio pelo Governo do Estado, ele passou a ser ocupado por órgãos da Secretaria do Interior e da Justiça, os quais foram substituídos por setores do Tribunal de Justiça. Em 1982 o prédio foi tombado e em 1998  devolvido pelo Poder Judiciário ao Poder Executivo, que transferiu o direito de uso e ocupação para o Ministério Público do Rio Grande do Sul. De 1999 a 2002 foi restaurado e finalmente inaugurado com o nome de Palácio do Ministério Público e como sede do Memorial do Ministério Público.

Essa relação histórica do prédio com a figura política de Julio de Castilhos propiciou que logo após a inauguração do Memorial do Ministério Público fosse realizado ali, em outubro de 2003, o Seminário Internacional Raízes centenárias: o legado de Julio de Castilhos, aproveitando a data simbólica dos 100 anos do seu falecimento, em 24 de outubro de 1903. Com este seminário “pretendeu-se estabelecer um fórum de debates sobre Julio de Castilhos, sua época e seu legado para os pósteros, à luz tanto de interpretações já clássicas quanto das novas pesquisas produzidas por diligentes pesquisadores.” (Introdução, pág. 11. In: Julio de Castilhos e o paradoxo republicano. 2005)

Em 2005, como conseqüência do seminário, o Memorial do Ministério Público participou na publicação do livro Julio de Castilhos e o Paradoxo Republicano.

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Portanto, a participação do Memorial do Ministério Público na comemoração 100 Anos do Monumento a Júlo de Castilhos, em 2013, segue uma linha coerente, que evidencia a relação do Palácio e do Memorial com a história do Rio Grande do Sul.

História do Palácio | Cronologia

Concurso Fotográfico 100 Anos do Monumento a Júlio de Castilhos

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Cartaz da Comemoração 100 anos de Monumento a Julio de Castilhos | Foto: Vick Fichtner

Visite a página da Comemoração:
Comemoração 100 Anos do Monumento a Júlio de Castilhos

Como parte da comemoração organizamos um concurso de fotos do Monumento a Júlio de Castilhos. A ideia era aumentar a participação das pessoas em torno da comemoração. Por essa razão, o mais imporntante não era tanto a qualidade artística das fotos, mas como as fotos podiam criar uma maior conexão com o evento real na Praça da Matriz, no dia 25 de janeiro de 2013.

Por isso era obrigatório que as fotografias fossem tiradas no mesmo dia da comemoração de 100 anos, e não fotos tiradas anteriormente, sem relação com essa comemoração, embora tivessem qualidade artística. Todas as fotos foram postadas no evento do Facebook sobre a comemoração.

Além disso, propomos um “concurso fotográfico”. Mas, novamente, o mais importante era a participação das pessoas que estiveram no evento. Por isso, em lugar de um juri especializado, estabelecemos que as fotos mais curtidas no Facebook seriam premiadas em primeiro, segundo e terceiro lugar. Privilegiamos, portanto, um juri popular informal. Assim, as próprias curtidas no facebook divulgariam as fotos e, em consequência, a comemoração dos 100 anos.

O concurso fotográfico, portanto, tem mais esse objetivo, a divulgação de nosso mais importante monumento público, que passa despercebido pela população, do que avaliar qual realmente foi a foto mais bonita. Todas cumpriram com seu papel. Foram mais pontuadas as fotos que, por alguma razão, atingiram mais as pessoas que visitaram a página da comemoração.

Além de premiar as três fotos mais votadas, demos menção honrosa a algumas fotos que se destacaram.

Agradecemos a todos os participaram desse evento dentro da Comemoração, seja fotografando, seja votando nas fotos do Monumento a Júlio de Castilhos.

Clique na imagem para ver a foto em alta-definição.
As fotos apresentam os nomes dos autores e não podem ser divulgadas sem os créditos de autoria.

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Segundo Lugar: Jane Rosana Cassol

Segundo lugar

Terceiro Lugar: Francisco R. O. Cabreira

Terceiro Lugar

Menção Honrosa: Eduino de Mattos

Menção honrosa - Eduino de Mattos

Menção Honrosa: Sonia Hammermuller

Menção honrosa - Sonia Hammermuller

Menção Honrosa: Jane Rosana Cassol

Menção honrosa - Jane Rosana Cassol

Menção Honrosa: Neusa Lehugeur

Menção honrosa - Neusa Lehugeur

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