Projeto de revitalização de Prédio do Arquiteto Lutzenberguer na Floresta

Após décadas de decadência e descaso, o Bairro Floresta busca, por diferentes maneiras, encontrar caminhos que o levem a uma nova vida e papel dentro da cidade. Um desses caminhos é o resgate do seu rico patrimônio histórico.

Um projeto que ganhou destaque durante o ano de 2012 é a revitalização do prédio do Arquiteto Lutzemberguer na esquina das ruas Hoffman e São Carlos.

Dia 12 de janeiro de 2013, sábado, a partir das 9hs, o arquiteto João Felipe Chaves Barcelos Wallig, que vive em São Paulo e é um dos responsáveis pelo projeto, fará uma apresentação do prédio e da situação atual do projeto. A idéia do encontro é também pensar em formas de como viabilizar economicamente este projeto.

Local: Rua Hoffman 459 (equina com R. São Carlos)

Abaixo, matéria no Jornal Floresta com os detalhes do projeto.

Prédio construído em 1928 está sendo restaurado e vai abrigar Centro Cultural no bairro Floresta

Um antigo espaço nas esquinas da ruas Hoffmann com São Carlos, que ficou muito tempo abandonado, começa a tomar um novo formato e sua restauração pode devolver parte da história a cidade. Esta pelo menos é a ideia dos atuais donos da área de aproximadamente dois mil m2 localizada no bairro Floresta, próximo a avenida Farrapos e que está sendo restaurada desde agosto do último ano. A construção teve como responsável o arquiteto e artista plástico alemão Joseph Lutzenberguer. O pai do famoso agrônomo e ecologista José Antonio Lutzenberguer foi o responsável pela construção de dois prédios e um galpão no local, em 1928. O espaço é considerado hoje área de interesse cultural do município e serviu de casa de aluguel na década de 20 para trabalhadores das industrias instaladas na região.

Conforme João Felipe Chaves Barcelos Wallig, arquiteto sediado em São Paulo e que coordena o atual projeto, após um período de ocupação indevida os herdeiros conseguiram retomar os prédios. “Queremos devolvê-los a cidade e torná-los de uso público, com utilidade para o bairro”. Conforme Wallig o projeto contempla um Centro Cultural, com espaço para teatro, exposições e restaurante, e salas para escritórios, com espaços alugados. “Vamos restaurar todo o complexo e sua utilização vai marcar um novo olhar para esta região que está em processo de revitalização”, lembra.

Os prédios

A configuração da quadra que abrange as duas ruas, mostra dois edifícios com 32 apartamentos e disposição de acessos. Os prédios que foram construídos para serem casas de aluguel para operários da zona industrial na época de indústrias como a Wallig, Gerdau, Fiatecci e Brahma, têm também um galpão onde funcionava uma grande oficina. Sua arquitetura eclética mistura tendências nos dois mil m2 de área construída. “Varandas com janela saltada para melhor aproveitamento solar estão entre alguns dos pontos de destaque das construções”, lembra Vitor Pena de escritório de São Paulo, que está a frente da restauração do prédio.

Sobre Lutzenberguer

Segundo a biografia do arquiteto logo que chegou a Porto Alegre, Joseph Lutzemberguer foi trabalhar para a construtora Weis & Cia e projetou prédios importantes, como a Igreja São José, o Palácio do Comércio e o Instituto Pão dos Pobres, em Porto Alegre. A partir de 1938, deu aulas no antigo Instituto de Belas Artes, ensinando nas cadeiras de arte decorativa e mural, geometria descritiva, perspectiva e sombras. Como artista plástico é considerado hoje um dos maiores expoentes na arte gaúcha em técnicas da aquarela e desenho, com um traço preciso e um impecável senso de forma, além de ser um finíssimo observador da natureza e dos costumes do povo. Entre seus temas prediletos estão a cidade com seus casarios e habitantes, a guerra, a vida campeira, e o auto-retrato. Também deixou uma série de pinturas murais retratando cenas sacras diversas no interior da Igreja São José, embora segundo a bibliografia consultada os painéis tenham sido realizados por seus alunos, sob sua supervisão e a partir de projetos originais seus. Como arquiteto, seu estilo se caracteriza pela sobriedade e funcionalidade, com soluções formais muitas vezes arrojadas, empregando um estilo eclético com tendência ao déco, e eliminando ornamentações supérfluas. São dele também projetos em Caxias do Sul, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Cachoeira do Sul, Novo Hamburgo e Caçapava do Sul. Com a explosão da Primeira Guerra Mundial, ele serviu às forças alemãs como projetista de armamentos, combatendo na França e na Bélgica. Nos intervalos das lutas desenhava e pintava à aquarela cenas militares e paisagens, parte das quais ainda se encontram no Museu Militar de Munique.

FONTE: Jornal Floresta

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